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Folha Rural

Congresso de sementes traz novidades tecnológicas que devem ser lançadas nos próximos anos

Para manter essa evolução constante, mais de 1,2 mil pesquisadores, estudantes, agricultores e representantes de entidades do campo debateram as mais novas soluções tecnológicas para o setor

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R.R.Rufino/Abrates
R.R.Rufino/Abrates - A análise de sementes por imagens pode ser feita com o uso de radiação eletromagnética, raio-X ou por simples reconhecimento ótico
A análise de sementes por imagens pode ser feita com o uso de radiação eletromagnética, raio-X ou por simples reconhecimento ótico


A produtividade nacional da soja mais do que triplicou entre o início da década de 1970 e a safra atual, o que não ocorreu sem a interferência do homem. A evolução na produção do grão serve de exemplo, mas não foi a única dentro do agronegócio tupiniquim, que cresce a passos largos e faz do Brasil uma referência internacional. Tudo, porém, graças à pesquisa científica e a políticas de disseminação do conhecimento, para garantir as melhores práticas e os maiores resultados ao produtor rural.
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Para manter essa evolução constante, mais de 1,2 mil pesquisadores, estudantes, agricultores e representantes de entidades do campo debateram as mais novas soluções tecnológicas para o setor entre os dias 7 e 10 deste mês, no 20º Congresso Brasileiro de Sementes, em Foz do Iguaçu. Organizado pela Abrates (Associação Brasileira de Tecnologia de Sementes), o evento contou com palestrantes de todo o País e de países como Holanda, França e Estados Unidos, que falaram sobre as inovações para mercado, indústria, produção e sanidade, que devem revolucionar a obtenção de sementes de alta qualidade, mas também a criação animal e até mesmo a saúde humana.

A análise de sementes por imagens é um exemplo. O procedimento não mais depende de práticas invasivas, mas pode ser feito com o uso de radiação eletromagnética, por raio-X ou por simples reconhecimento ótico, segundo o biofísico e fisiologista Bert van Duijn, da Universidade de Leiden, na Holanda. Ele explicou que as novas tecnologias permitem obter melhorias em termos de germinação, homogeneização, custos, vigor, entre outras questões. Tudo para garantir melhor desempenho no campo.

Tanto que, nos estandes do congresso, fabricantes de máquinas e equipamentos apresentaram novidades para o diagnóstico e a seleção de sementes, que podem facilitar o trabalho em toda a cadeia. "A análise por imagem é uma ferramenta que vem amadurecendo ao longo dos últimos 20 anos e essa pesquisa começa a mostrar a aplicação na indústria", diz o presidente da Abrates, Francisco Kryzanowski. "Antes, era preciso cortar o grão e hoje não se precisa mais, o que é um avanço porque se substitui o trabalho manual, demorado, pelo de uma máquina", completa.

A análise sobre o vigor das sementes, aliás, mereceu um capítulo à parte. O tema traz à tona como os avanços científicos dependem de políticas e boas práticas que inibam a pirataria, sob risco de desestimular a pesquisa nacional. Ainda, o debate buscou alertar produtores sobre como a busca por pequenas economias, como quando o sojicultor decide salvar sementes e perde a garantia de resultados, pode trazer grandes prejuízos. "Além do risco financeiro, existe o tecnológico, que é desestimular a criação de cultivares, seja por empresas públicas ou privadas, o que vai quebrar o negócio dele em médio e longo prazos", diz o presidente da Abrates. "Estão criando cultivares resistentes a ferrugem, então esse pavor que a ferrugem criou vai acabar, mas você acha que a empresa que investe nisso, se houver tanta pirataria, vai investir no Brasil?", questiona o pesquisador.

A genética, contudo, é o que mais chama a atenção quando se fala em pesquisa e desenvolvimento. Dois pesquisadores da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Eduardo Chumbinho de Andrade e Alexandre Nepomuceno, levaram ao público novos modos de combater pragas, doenças e estresses climáticos, além de melhorar a produtividade, por meio de interferências em genes. Para sanar eventuais polêmicas acerca de transgênicos, por exemplo, Nepomuceno afirma que já é possível fazer a edição do genoma de plantas para obter tolerância a secas ou a pragas, em substituição à transferência de um gene de uma bactéria para uma semente de soja. No entanto, lembra que mais uma vez o Brasil sai atrás de outros países que já criaram uma regulamentação para a prática.
Fábio Galiotto
Reportagem Local
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