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Paixão pela ciência

Casal de professores de biologia em Londrina é reconhecido pelo incentivo a jovens cientistas, o que tem garantido a participação em feiras internacionais

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Gustavo Carneiro
Gustavo Carneiro

Murillo Bernardi Rodrigues, 31, e Alana Séleri Rodrigues, 26, estudaram no mesmo colégio, desde o ensino fundamental, se tornaram professores de biologia, se apaixonaram e se casaram. Hoje têm uma missão programada para 2018: o casal vai pisar em Houston pela primeira vez, levando na bagagem o trabalho que realiza de incentivo à ciência.
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A cidade mais populosa do Texas (EUA), famosa pela frase "Houston, temos um problema" é base do Centro Espacial Lyndon Johnson de treinamento e controle de voos tripulados da Nasa (National Aeronautics and Space Administration). Atração mais popular entre os admiradores de ciência e pesquisa.

Mas não é só. Também atrai visitantes ao Houston Museum of Natural Science, que recebe nada menos que 2 milhões de visitantes por ano e ainda o Dowtown Aquarium. Com o casal embarcará um dos estudantes, orientados por Murillo e Alana nas aulas de iniciação científica.

Para contar esta história de amor à pesquisa e à ciência, precisamos voltar alguns anos. Murillo foi aluno do Colégio Londrinense desde o ensino fundamental. Lá pelos 10 anos, frequentava a casa de um colega de sala de aula que, por acaso, era irmão de Alana que, na época, deveria ter uns 5 anos de idade.

Os anos passaram e cada um seguiu a vida separadamente. Murillo cresceu, se formou em biologia e voltou para o colégio como professor. O tempo passou também para Alana, que deixou de ser a irmãzinha do amigo. Coincidentemente voltou para dar aulas no mesmo colégio.

"Tínhamos voltado a conversar na época da minha pós porque um estagiário meu estudava na mesma sala dela na faculdade. Depois, em 2013, eu voltei para dar aula no colégio. Passou um mês, ela foi chamada para lecionar a mesma disciplina que eu, iniciação científica, e me procurou para ajudá-la. Nos reuníamos de terça e quinta-feira para conversarmos sobre a disciplina. Daí surgiu um convite para sair e, enfim, o namoro e o casamento", resume Murillo.



O professor conta que hoje buscam incentivar nos alunos a vontade de descobrir as coisas, através da pesquisa, lançando problemas e desafios.

"Montamos experimentos, a partir do que eles acreditam que podem resolver. Se dá certo, muito bem, damos continuidade. Se por algum motivo o resultado não é o esperado, vamos analisar as causas. Hoje eu tenho alunos no terceiro ano do ensino médio, que começaram a pesquisar comigo no oitavo ano do fundamental", conta Murillo.

A "missão Houston 2018" tripulada pelos professores na companhia do estudante João Americo Maconi Barboza, 17, é um prêmio pelo quarto lugar na categoria Ciências Agrárias da 15ª Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia), realizada em março, em São Paulo.

Para o casal, ao contrário da frase célebre "Houston, temos um problema", pronunciada pelo astronauta Jack Swigert, durante a viagem à Lua da Apollo 13, em 11 de abril de 1970, após ouvir um estranho ruído e descobrir que um dos tanques de oxigênio tinha explodido, a missão Houston será um passo importante para o incentivo à pesquisa de jovens cientistas.

"Com o trabalho ‘Aumento na produção agrícola a partir da utilização de gás carbônico no tratamento de sementes’, o João conseguiu descobrir um método para tratar sementes e aumentar a produtividade", afirma Murillo, acrescentando que a edição 2017 da premiação, que carimbou o passaporte para Houston, reuniu mais cerca de 300 projetos de todos os estados brasileiros. O projeto será apresentado na International Sustainable Word Project Olympiad (ISweeep), em maio de 2018.

Antes de embarcar para o Texas, o casal ainda participa da Expo MILSET ESI, um movimento internacional que tem a parceria da Unesco e incentiva jovens na produção científica, tecnológica, cultural e lazer. Com sede nos cinco continentes, realiza a feira mundial a cada dois anos. A próxima edição será de 6 a 12 de agosto de 2017.

O projeto selecionado, "Biomonitoramento de ambientes aquáticos a partir de diferentes macrófitas", da aluna do nono ano Sophia de Aquino Ilário, 15, é um dos trabalhos que serão apresentados por estudantes de mais de 60 países.

"O trabalho já recebeu medalha de ouro na temática Natureza na Ficiencias, no ano passado, o que garantiu o convite para a MILSET. Na pesquisa, a estudante usa uma alga flutuante para monitorar a qualidade da água, ajudando a melhorar o ambiente. Ela conseguiu vários resultados importantes. Para nós são premiações sensacionais porque, em apenas um ano, conseguimos garantir a participação em duas grandes feiras internacionais. Isto é sensacional", comemora Alana.
Francismar Lemes
Especial para a FOLHA
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