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Folha 2
18/08/2015

Tragédia moderna

Cia São Jorge de Variedade traz adaptação do clássico alemão "Fausto" para o Filo

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Cacá Bernardes/Divulgação
Espetáculo marca as comemorações de 15 anos do projeto coletivo formado por integrantes da Escola de Arte Dramática e da Escola de Comunicações e Artes da USP

Lançado há dois séculos, um dos maiores clássicos da literatura alemã é transformado em uma epopeia da modernidade pela Cia São Jorge de Variedades. O grupo traz ao Filo 2015 a montagem de "Fausto", peça que será apresentada hoje e amanhã, às 20h30, no Espaço Petrobras. O espetáculo marca as comemorações de 15 anos do projeto coletivo formado por integrantes da Escola de Arte Dramática e da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e chega ao festival pós bem sucedidas temporadas na capital paulistana.
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Escrito pelo alemão Johann Wolfgang von Goethe e lançado em 1832, "Fausto, Uma Tragédia" conta a história de um homem que vende sua alma ao diabo em troca de conhecimento e poder. Trabalhando poeticamente no terreno das contradições, o protagonista as torna a própria essência da obra e a própria força propulsora da história.
Para reviver esse mito histórico, a Cia São Jorge de Variedades optou por um trabalho dramatúrgico pautado pela síntese. A peça adaptada por Georgette Fadel e Claudia Schapira, diretoras da montagem, busca destacar a essência da obra que está na contradição e na ideia de que o homem quis e obteve mais conhecimento, evolução tecnológica, para evoluir socialmente e viver bem, mas não o reconhecimento da alteridade. A pesquisa em todas as frentes da concepção do espetáculo é pelo indispensável, sem floreios, para que tudo o que está em jogo fique claro. Cenografia, luz, figurinos e interpretação buscam o cerne, o essencial.
A peça tem na palavra, no som, na musicalidade um de seus pontos fortes de composição. A criação do espetáculo se deu através da experimentação orgânica com texto e intenções da cena, onde grande parte das cenas é trabalhada em coro. Todos integrantes do elenco passam pelos principais personagens. Com a intenção de ampliar forças, os atores, em algumas cenas, são apenas corpos enquanto outros são as vozes.
A música é outro elemento presente na montagem, com três músicos em cena e cinco instrumentos (piano, violoncelo, guitarra, baixo e bateria), criando um contraponto entre sonoridades clássicas e modernos, com cenas musicais que remetem a uma opereta e outras com face mais contemporânea.
"Fausto" estreou em São Paulo no ano passado, com texto que contou com a e consultoria de Alexandre Krug, presente no elenco formado pelos atores Edgar Castro, Marcelo Reis, Patrícia Gifford, Paula Klein e Pedro Felício, além dos músicos Luiz Gayotto, Lincoln Antônio e Felipe Massumi, que também contribuíram para a adaptação final da peça.
Criada em 1998, a Cia São Jorge de Variedades visa estabelecer, por meio de investigações permanentes, um processo de lapidação da cena bruta, fazendo uso de artifícios e procedimentos simples e artesanais. A base estética da companhia se apoia em referências múltiplas, principalmente nas manifestações ritualísticas de canto e dança, mantendo como relação paralela as religiões afro-brasileiras. A dramaturgia tem como tema principal a discussão de questões éticas inerentes à diversidade e os paradoxos da cultura brasileira, desde sua formação, da colonização à contemporaneidade.
Marcos Roman
Reportagem Local
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