Mambembe premia os melhores do teatro em São Paulo e no Rio
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quarta-feira, 19 de março de 1997
Roberta Jansen Agência Estado 
O diretor teatral Gabriel Villela foi o grande vencedor da versão carioca do Troféu Mambembe de Teatro adulto, entregue na noite de terça-feira no teatro Sesi, no Rio de Janeiro. Villela ganhou o troféu de melhor diretor, prêmio ao qual concorreu por duas peças encenadas este ano na cidade: Mary Stuart e Ventania. Pelos dois espetáculos, o diretor ganhou também o troféu de melhor cenógrafo. O diretor, entretanto, não foi à entrega do prêmio porque está no Paraná, participando do Festival de Teatro de Curitiba.
A peça de Villela, Mary Stuart, também acabou dando o prêmio de melhor atriz a Renata Sorrah, que competiu com as atrizes Zezé Polessa por A Bela do Alentejo, e com Julia Lemertz por Eu Sei que Vou te Amar. O troféu Mambembe de melhor ator foi para Ricardo Blat por sua atuação na peça Na Solidão dos Campos do Senhor, de Gilberto Gawronski. A disputa pelo Mambembe de melhor ator foi bastante acirrada. Blat concorreu com pesos pesados do teatro, como Marco Naninni, por O Burguês Ridículo, Luiz Mello por Sonata Kreutzer e Otávio Augusto por A Dama do Cerrado.
Na categoria de ator coadjuvante, o prêmio foi para Emiliano Queiróz, por sua atuação em Os Fantástikos. A atriz Stella Freitas levou o prêmio de melhor coadjuvante por O Doente Imaginário. Arnaldo Jabor, (que assina coluna às terças-feiras, na Folha2 ), o de melhor autor por Eu Sei que Vou te Amar. Na categoria Figurinista o prêmio foi para Emília Duncan por O Burguês Ridículo, e na categoria Especial, para Tato Taborda, pela música de vários espetáculos da temporada, entre eles O Mercador de Veneza e Tristão e Isolda. O Teatro Tablado levou o Mambembe de melhor Grupo, Movimento ou Personalidade.
Cariocas Na noite de terça-feira foram entregues também os Mambembe cariocas de Teatro Infantil e Dança Nacional. Sura Berditcheviski ganhou o Mambembe de melhor direção por Diário de um Adolescente Hipocondríaco. A peça infantil mais premiada, entretanto, foi Os Impagáveis, de Dudu Sandroni: levou os prêmios de melhor ator para Marcello Caridad, de melhor ator coadjuvante para Carlos Loffler, de melhor atriz coadjuvante para Heloisa Périssé e de melhor figurinista para Teresa Frota. O prêmio de melhor atriz foi para Carmem Frenzel, pela peça Ludi na TV, que também levou o Mambembe de melhor autor, concedido a Luciana Sandroni.
O Troféu Mambembe de Dança Nacional premiou Gringo Cardia como o melhor diretor de arte da temporada; o francês Guy Darmet, coordenador da 7ª Bienal de Lyon, responsável pela apresentação no festival francês de Aquarela do Brasil - um painel de dançarinos brasileiros; a professora Angel Vianna, pioneira da expressão corporal no País; e o Balé Folclórico da Bahia.


