VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Folha 2
07/10/2017

'Blade Runner 2049', digna retomada

Embora mais solene, a retomada, 35 anos depois, do clássico de Ridley Scott, oferece trama sólida e reforça a questão da autoconsciência dos androides

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

‘Blade Runner 2049’: o choque entre os velhos modelos de replicantes rebeldes e os novos, úteis às necessidades do sistema, fica bem claro desde o início
‘Blade Runner 2049’: o choque entre os velhos modelos de replicantes rebeldes e os novos, úteis às necessidades do sistema, fica bem claro desde o início


Havia, claro, o natural temor da legião de fãs, muitos na condição de cães de guarda da obra prima de 1982 em pouco tempo transformada em cult intocável (e mais ou menos incompreendida e maldita após um quase linchamento inicial). Agora, podem baixar a guarda depois da sofrida vigília, fieis sacerdotes de "Blade Runner": a continuação que chegou quinta-feira (5) às telas do mundo confirma que são perdedores os que apostaram (e maldisseram) contra a sequela. Os mais fanáticos juntaram as mãos e rezaram com fervor a Philip K. Dick, uma das divindades fundamentais da ficção científica e autor de "Sonham os Andróides com Ovelhas Elétricas?", texto em que se baseia o filme original. Pois a angústia e a incógnita chegaram ao fim com a estreia de "Blade Runner 2049".
PUBLICIDADE



Ambientada 30 anos no futuro (o filme matriz se passa em 2019), a obra de agora regressa a um mundo no qual a humanidade se expandiu para mais além dos limites do planeta usando como mão de obra escrava um contingente de androides, os replicantes, mais fortes e inteligentes que os homens. Os replicantes são quase humanos (ou mais que humanos, como os definem seus criadores), mas quando exigem ser tratados com direitos iguais começam a ser eliminados, como se esta reclamação fosse um defeito de fábrica. Os encarregados de eliminá-los (e eliminar significa executar) são os blade runners, trabalho a cargo de humanos no filme seminal de Ridley Scott, mas que agora é levado a cabo por uma nova geração de replicantes, mais dóceis. Esta diferença se traduz em mudança de ponto de vista, já que o papel protagonista desta vez é ocupado por um replicante, o agente K (Ryan Gosting), em vez do agente humano Rick Deckard (Harrison Ford). O choque entre os velhos modelos de replicantes rebeldes e os novos, úteis às necessidades do sistema mas da mesma forma discriminados pelos humanos, fica bem claro desde o início. Mas agora a discussão sobre o humano e o caráter pessoal consciente se expande um pouco além do suporte físico (os androides) para chegar inclusive a programas cuja manifestação é apenas uma projeção hologramática. Não bastam a razão e autoconsciência para estabelecer o que é o humano, mas surge o que parece ser uma condição religiosa: a alma, aquilo que o define.

Fotos: Reprodução
Fotos: Reprodução - Com um visual estonteante,’Blade Runner 2049’ é um filme que sabe de sua importância sem ser arrogante
Com um visual estonteante,’Blade Runner 2049’ é um filme que sabe de sua importância sem ser arrogante


A recorrência a palavras como milagre ou alma não é casual: "Blade Runner 2049" é também uma espécie de fábula religiosa (sem aquela Bíblia de bolso usada por Aronofsky em "mother !"...). Nesse sentido , o filme tem muito do mito cristão, recurso ao qual o cinema hollywoodiano recorre com assiduidade. Aliás, não é estranho que isto ocorra no universo de Blade Runner, se levar-se em conta que a questão religiosa é essencial na obra de Dick. Visualmente espetacular, narrativamente firme e correta e com muitas sequências impactantes, a sequela do clássico de Scott tem todos os elementos para se transformar em novo cult do gênero de ficção científica distópica com "look" apocalíptico, elementos próprios do "neo noir" e não poucas ambições filosóficas. Com um visual estonteante do exímio diretor de fotografia Roger Deakins e um diretor de comprovado talento e prestígio crescente, o canadense Dennis Villeneuve ("A Chegada", "Sicario"), "Blade Runner 2049" é um filme que sabe de sua importância sem ser arrogante, embora aqui e ali insista em ser solene e grave em demasia. Atenção: lá pelo minuto 110 (o filme tem 163), reaparece num quase demolido cassino de Vegas o Rick Deckard de Harrison Ford. Desde este momento, a narração ganha em suspense, intriga, humor e emoção até chegar a um intenso desenlace com ares épicos e ressonâncias de western (logicamente futurista).
Carlos Eduardo Lourenço Jorge
Especial para Folha 2
PUBLICIDADE
CONTINUE LENDO

Arte a olho nu

A nudez não pode ser vista sob a condição única de erotismo

'Brincando com a Ciência’ estreia na TV Cultura

Composto por 13 episódios de 13 minutos cada, o programa produzido em Londrina será exibido até 30 de dezembro

A dança pulsa na cidade

Festival de Dança de Londrina começa neste sábado com o Balé Teatro Castro Alves, de Salvador; flash mob integra a programação no domingo

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Assine a Folha de Londrina
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados