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Segunda-feira, 24 de Julho de 2017
Folha 2
03/05/2012

A arte das fotopinturas

Técnica artesanal de colorir e alterar fotografias é tema de pesquisa do fotógrafo Walter Ney, que abre exposição sobre a vertente nesta sexta-feira no Sesc de Londrina

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Fotos: Divulgação
Exposição reúne 15 registros fotográficos de pessoas segurando fotopinturas em molduras originais ou restauradas
Técnica era muito usada para montar fotos de família e de casamentos, que eram coloridas com tinta a óleo

Antes do photoshop, existiu a fotopintura. Espécie de precursora dos recursos tecnológicos de manipulação de imagens, a antiga técnica artesanal de colorir e alterar retratos 3x4 em preto e branco legou uma rica história no Brasil até o surgimento das máquinas fotográficas coloridas em meados da década de 70.

Redescoberta nos últimos anos, a técnica virou objeto de pesquisa do fotógrafo londrinense Walter Ney, que inaugura a exposição ''Fotopinturas -Memórias Afetivas'' nesta sexta-feira na Galeria de Artes do Sesc Londrina (Rua Fernando de Noronha, 264).
A vernissage está marcada para as 19h30, seguida da projeção do vídeo ''Retrato Pintado'', de Joe Pimentel, em homenagem ao fotopintor cearense Mestre Júlio Santos. A exposição reúne 15 registros fotográficos de pessoas segurando fotopinturas em molduras originais ou restauradas.
Ney conta que iniciou a pesquisa há dois anos e saiu atrás de fotopinturas visitando casas em Londrina e cidades da região como Cornélio Procópio, Rolândia, Leópolis e Congoinhas. ''Procurei retirar as molduras com todo o cuidado das paredes das casas, já que muitas eram de 30 ou 40 anos atrás. Fiz as fotos com as pessoas em seus ambientes e preservando a sujeira e as traças dos quadros. Durante o processo, encontrei sempre uma carga emotiva muito forte porque muitas pessoas eram órfãos ou viúvas'', revela.
Ao longo das visitas, ele percebeu que inicialmente os anfitriões - especialmente de classes sociais menos abastadas - davam pouco valor às fotografias antigas. ''Muitas renegavam o passado e não atribuíam nenhuma importância àquelas fotos. Diante de minha presença, elas passaram a ver aquele acervo pessoal com outro olhar, principalmente quando eu lhes falava sobre a memória afetiva contida naquelas fotos antigas'', conta.
Ney lembra que ele próprio trabalhou com fotopinturas nos anos 70 e início dos anos 80. ''Foi no início de minhas atividades profissionais'', salienta. ''Na época, chamávamos essa técnica de reprodução. Era muito usada para montar fotos de família e de casamentos, que eram coloridas com tinta a óleo. É uma arte popular que está em extinção, embora no Nordeste e até em Aparecida do Norte (SP) seja comum ver fotopinturas em santuários'', salienta.
Os fotopintores foram classificados, por décadas, numa categoria fotográfica chamada de popular. Aos poucos, eles foram desaparecendo por vários motivos - particularmente pelo processo de digitalização da fotografia. Mestre Júlio, que será homenageado na exposição com a exibição de um vídeo, mantém a tradição trabalhando tanto com a pintura à mão como atualizando a técnica com a ferramenta photoshop e outros softwares para tratamento das imagens.
A partir de seu ateliê, em Fortaleza, ele difunde o ofício há 40 anos para filhos e aprendizes, além de realizar oficinas em todo o Brasil. Em 2010, o artista recebeu homenagem com a publicação do livro ''Júlio Santos - Mestre da Fotopintura'' (Editora Tempo d'Imagem), de autoria de Rosely Nakagawa, Isabel Santana e Tiago Santana.

Serviço:
- Exposição ''Fotopinturas - Memórias Afetivas'' de Walter Ney
Quando - Vernissage amanhã às 19h30. Visitação até 23 de maio, de segunda a sexta-feira das 8h às 22 horas
Onde - Galeria de Arte do Sesc (Rua Fernando de Noronha, 264), em Londrina
Quanto - Entrada franca
Informações - (43) 3305-7819 e 3305-7800
Nelson Sato

Reportagem Local
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