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| Foto: Marcos Zanutto
"Fico mais aqui do que na minha casa. Não tem domingo, nem feriado", disse o funcionário homenageado


Edson Henrique dos Santos está há 30 anos no Londrina. Começou a trabalhar na extinta sede campestre e um ano depois foi transferido para administrar o Vitorino Gonçalves Dias. Nunca mais saiu de lá e não tem ninguém que cuide melhor do velho VGD do que ele. "Fico mais aqui do que na minha casa. Não tem domingo, nem feriado", afirmou Edson "Gasolina", como carinhosamente é chamado por todos no clube.
Ao entrar na sua sala, que fica de frente para o gramado do estádio, é fácil perceber porque o homem, de 65 anos, de fala mansa e sorriso fácil, é tão querido no alviceleste. São dezenas de quadros com fotos de jogadores revelados pelo clube e que tinham nele o seu "segundo" pai. Casos de Rafinha, Alan, Henrique, Renan Foguinho e tantos outros. Em destaque, atrás da sua cadeira, o Diploma de Reconhecimento Público, oferecido pela Câmara Municipal de Londrina, em 2014, pelos serviços prestados ao clube.
"Mais de 80% do meu tempo aqui sempre foi um sofrimento financeiro. Vai saber o que eu fazia nos tempos de vacas magras para que não faltasse nada para ninguém no time", ressaltou. "Todo Natal e Ano Novo eu saía de casa e fazia uma ceia aqui no VGD com os meninos que não tinham viajado. Comprava carne, frango, comida e arrumava uma caixa de som e fazia uma festa para eles".



Diante de tantos ídolos dentro de campo e dirigentes que contribuíram para o que é o Londrina hoje, a escolha para homenagear Edson Henrique se justifica pela sua proximidade com o torcedor comum, que assim como ele é tão apaixonado pelo azul celeste. "Sempre fui torcedor do LEC e desde 1970 ia em caravanas para acompanhar o time em jogos fora. O cumprimento que recebo de tantas pessoas que passam por aqui é o meu melhor presente e mostra que tudo valeu a pena".
Assista o vídeo da Realidade Aumentada onde Edson Henrique relata histórias engraçadas dele e do clube, como as suas semelhanças com o Rei do futebol, Pelé, e a saga do troféu do título Paranaense de 1992, que por muito pouco não chegou no Estádio do Café a tempo de ser entregue aos campeões.

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