Outro exemplo de como a crise modificou os hábitos do consumidor na web foi o crescimento de 75% do item Acessórios Automotivos, que atingiu 3% de participação no faturamento total, de acordo com a 34ª edição do Webshoppers, da E-bit. "A crise e o aumento do desemprego levaram a uma redução no número de carros vendidos. As pessoas optam por não entrar em financiamentos e fazem a manutenção dos carros", diz o coordenador adjunto do Comitê Jurídico da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net), Caio de Faria Lima.

O consultor econômico da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Marcos Rambalducci, lembra ainda que a compra de pneus pela web ganhou força há poucos meses, o que ajuda a explicar o resultado. "As pessoas fazem uma compra mais barata e vão ao borracheiro."

Mesmo com a recessão, entretanto, Lima acredita que é preciso comemorar. "Se não teremos um crescimento nominal de dois dígitos como em outros anos, temos a expectativa de crescer 8%, o que é considerável em tempos de instabilidade", diz.

A estimativa dele é de fechar 2016 com R$ 106,5 milhões em vendas e um tíquete médio de R$ 418, ou 8% acima dos R$ 388 de 2015. Para Rambalducci, no entanto, é preciso lembrar que o crescimento nominal de 8% deve cair para próximo a zero quando descontada a inflação do ano, que deve ficar em torno de 7,5%. (F.G.)

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