Ainda presidente, Lula arrecadou dinheiro para PT
As revelações de Marcelo Odebrecht sobre a corrupção nos governos do PT colocam de vez os ex-presidentes Lula e Dilma na chamada "cena do crime", no esquema desmantelado pela Lava Jato. Ainda no cargo de presidente da República, Lula se encarregou pessoalmente de arrecadar dinheiro, inclusive no caixa 2, para a campanha de eleição de Dilma. As revelações de Odebrecht retomam a expectativa da prisão de Lula. Afinal, não há em Curitiba acusado de crimes mais graves.

Presidente tesoureiro
Odebrecht contou ao Tribunal Superior Eleitoral, que Lula gerenciava a "conta corrente" de R$150 milhões aberta pela empreiteira para o PT.

Desespero explicado
As revelações de Odebrecht explicam o desespero de Dilma para nomear um ministro do STJ que o soltasse, segundo denúncia do MPF.

Chefes de quadrilha
A Lava Jato será resumida, no futuro, como o escândalo em que dois presidentes da República trataram pessoalmente de dinheiro sujo.

Acordo precioso
As revelações de Odebrecht mostram como foi preciosa sua delação premiada para esclarecer e incriminar a quadrilha que governou o País.

Aeroporto de Brasília implica com mulher sozinha
Mulheres que viajam desacompanhadas são sempre incomodadas pelo serviço de segurança do Aeroporto de Brasília para uma segunda "verificação aleatória", após passarem no raio-x. Uma única empresária de Brasília foi escolhida "aleatoriamente" seis vezes seguidas. Há denúncias de várias mulheres, cujas identidades decidimos omitir. A Inframérica, gestora do aeroporto, não explica a atitude da segurança.

Fora do protocolo
Especialistas consultados pela coluna desconhecem qualquer "protocolo de segurança" contra mulheres desacompanhadas.

Culpa do outro
A Inframérica alega que procedimentos de segurança são aprovados pela PF. E põe a culpa na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Jogo de empurra
A Anac não surpreende: como em quase tudo que lhe diz respeito, alega que "não tem como saber" se há implicância contra mulheres.

O Brasil no caminho
Mesmo sem ter essa intenção, o embaixador de Portugal em Brasília, Jorge Cabral, mostrou o caminho das pedras ao Brasil. Contou à rádio BandNews, nesta quarta (23), que, para superar a crise, Portugal fez as reformas trabalhista e da Previdência e cortou gastos públicos.

Insustentável
Relatório do Senado mostra que a população de idosos vai crescer 3,8 vezes até o ano de 2060. Sem aprovar a reforma, daqui a apenas 13 anos a Previdência responderá por 70% de todo o orçamento público.

A Viúva é uma mãe
Os Correios faturaram R$ 18 bilhões em 2016, mas conseguiram dar prejuízo de mais de R$ 2 bilhões, o segundo em três séculos e meio de história. Mas funcionários denunciam que seus dirigentes continuam fazendo "viagens a trabalho" para atraentes destinos ao exterior.

Vergonha
A bandidagem perdeu o medo, em Brasília. Um aposentado foi assaltado e teve seu carro roubado no pátio do Detran-DF, enquanto era emplacado. O Detran, claro, não assume responsabilidade.

Ainda em cena
O tempo passa, o tempo voa, mas a agência Borghi Ehr/Lowe, uma das enroladas na Lava Jato, continua em cena. Não falta quem lembre ao governo que Erh Ray, CEO da agência Z+, uma das 14 licitantes da conta do Banco do Brasil, era sócio da Borghi.

Matando a galinha
Maior fabricante de telhas do Brasil, a Eternit foi condenada na Justiça do Trabalho a pagar R$ 30 milhões por haver exposto funcionários ao amianto. Resta saber se a empresa terá "saúde" para sobreviver.

Ditadura da burocracia
O governo cobra imposto sobre qualquer tostão recebido por cidadão do setor privado, mas não incide tributos sobre receita de funcionário público. O presidente da Agência Nacional do Cinema, Manoel Rangel, recebeu R$ 790 mil em diárias em seu mandato, e zero em impostos.

Um milhão contra o foro
Abaixo-assinado no Change.org que pede o fim do foro privilegiado, endereçado à presidente do STF, Cármen Lúcia, conseguiu 120 mil assinaturas nos últimos meses. O objetivo é juntar 1 milhão.

Pensando bem...
...além de toda confusão que se vê, a Operação Carne Fraca ainda conseguiu ressuscitar o projeto de Renan contra "abuso de autoridade".

Imagem ilustrativa da imagem CLÁUDIO HUMBERTO



PODER SEM OUDOR

Malícia política
Implacável líder da UDN, Carlos Lacerda interpelou ACM, da corrente "Chapa Branca" do partido, sobre uma visita dele ao "inimigo", o presidente JK. Ele confirmou o papo às dez da manhã e observou, cheio de malícia:
- ...antes de mim, esteve por lá, às sete horas, o Magalhães Pinto.
Referia-se ao próprio presidente da UDN. "A raiva de Lacerda passou para o outro Magalhães", diverte-se ele, ao lembrar o caso no livro "ACM fala de JK".

Com André Brito, Jorge Macedo e Tiago Vasconcelos

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