Estudantes levam pesquisa para a praça em Maringá
Lucinéia Parra
De Maringá
Estudantes de diversos cursos da Universidade Estadual de Maringá (UEM) montaram ontem uma Feira Científica na Praça Raposo Tavares, centro da cidade, para protestar contra o fim do Programa Especial de Treinamento (PET), que subsidia projetos de pesquisa, ensino e extensão das universidades públicas do País. Vestidos com camisetas pretas, estudantes bolsistas e professores tentaram mobilizar a comunidade sobre a importância dos projetos e a preservação do PET.
Criado há 20 anos pelo Ministério de Educação com o objetivo de melhorar a qualidade da graduação e pós-graduação, os recursos do PET mantêm cerca de 3.500 bolsitas no Brasil. No total são 314 grupos de estudantes que desenvolvem projetos científicos nas mais diversas áreas. Os grupos de bolsistas recebem orientação de professores tutores e cada estudante recebe uma ajuda de R$ 240,00 por mês.
De acordo com a professora Elizabeth Audi, tutora do grupo PET do curso de Farmácia da UEM, o governo determinou o encerramento dos grupos a partir de 31 de dezembro deste ano. O mais grave é que o governo não está aberto ao diálogo e fechou todos os canais de negociação, critica. A UEM, segundo Elizabeth, tem 11 grupos de bolsitas nos departamentos de agronomia, educação física, economia, engenharia química, farmácia, física, informática, química, odontologia e zootecnia.
A Feira Científica, segundo Elizabeth, tem o objetivo de mostrar para a comunidade os projetos desenvolvidos através do PET. Queremos que a comunidade nos ajude a sensibilizar o governo. Segundo ela, os bolsistas geralmente são modelos e catalisadores de interesse de colegas. As atividades promovidas pelo PET beneficiam os outros alunos de graduação através das propostas de aperfeiçoamento do ensino que são sugeridas e discutidas entre os bolsistas e professores-tutores, explica.
Alguns experimentos levados para a praça atraíram curiosos. Muitos observaram um relógio que funciona com o suco de uma laranja.





