Conselho incentiva auxiliares de enfermagem a fazer cursos
Marta Medeiros
De Maringá
O Conselho Regional de Enfermagem (Coren) está tentando estimular os auxiliares de enfermagem a uma nova formação educacional e profissional. A questão está sendo discutida em Maringá, no Encontro de Enfermagem da Região Norte, por causa da extinção da função de auxiliar prevista na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) da Educação. O evento reúne desde ontem, no auditório do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac), mais de 300 profissionais da área.
Segundo a representante do Coren em Maringá, Hosana Patrig Fertonani, os auxiliares representam 70% do pessoal que atua em hospitais da cidade. A diferença básica entre o auxiliar e o técnico de enfermagem está na formação educacional. Além de um curso básico, o auxiliar necessitava apenas do 1º grau.
Para se adequar às exigências da LDB até o próximo ano, além de concluir o 2º grau - o chamado ensino médio - o auxiliar deve fazer 660 horas de um curso complementar para a função de técnico. É a primeira vez que este pessoal se encontra para tirar dúvidas, discutir o mercado de trabalho e a nova formação, explicou à Folha a presidente do Coren no Paraná, Rosi Maria Koch.
Rosi lembra que é pequena a diferença salarial e de atribuições entre as duas funções dentro do hospital. Ela acredita que para facilitar a tranformação de auxiliar em técnico é importante a união deste pessoal no próprio ambiente de trabalho.
O encontro termina hoje com a representante de enfermagem do Coren junto à Secretaria de Estado da Educação, Luzia Meyer Rodrigues, que irá falar sobre as exigências da LDB.





