Cascavel encerra cilco de convivência familiar
Paulo Pegoraro
De Cascavel
Juízes e promotores de Justiça do Paraná que atuam na área da Infância, Juventude e Família, estão empenhados em estimular a convivência familiar, como forma natural de cumprimento de leis, especialmente o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Com este objetivo, foi realizado em Cascavel, no final da semana, a última etapa do Ciclo Regional de Sensibilização sobre o tema Direito à Convivência Familiar, organizado pela Associação dos Magistrados do Paraná (AMP) e promotorias estaduais.
Os ciclos foram iniciados em junho, em Curitiba, e tiveram desdobramento em Umuarama, Londrina, Maringá e Guarapuava, reunindo sempre juízes, promotores, membros de conselhos tutelares, advogados, funcionários de órgãos públicos do setor e das áreas de assistência social e saúde, e outros interessados. Segundo o juiz Sérgio Kreutz, de Cascavel, o Ciclo foi idealizado para motivar a comunidade às discussões sobre a necessidade de harmonização das relações familiares, a partir da existência de leis que as regulam.
Para o juiz João Batista da Costa Saraiva, de Santo Ângelo (RS), as relações devem considerar fundamentalmente o respeito aos direitos das crianças e adolescentes. Saraiva lembrou que um em cada três brasileiros tem menos de 20 anos de idade, e, considerando o agravamento dos problemas sociais que afetam as relações familiares, frisou que cuida-se da infância e da juventude agora, ou não se terá o presente - e nem me refiro ao futuro. Segundo ele, o ECA oportunizou a criação de mecanismos para isso.
Paralelamente, fez com que juízes, que pareciam seres de outro planeta, deixassem seus gabinetes, e hoje eles estão ombro-a-ombro com a comunidade, discutindo a infância, a juventude e a família. O envolvimento nestas questões, segundo Saraiva, deve ser exercido por todos, por senso cristão e humanitário, ou então por egoísmo mesmo, no sentido de que precisamos preservar nossas próprias famílias e sua convivência.





