Marcos Zanatta
De Maringá
A primeira audiência pública de Maringá marcada para hoje, na Câmara de Vereadores, vai discutir um plano de zoneamento que garanta a qualidade de vida da população. A proposta de abrir um debate em torno dos problemas ambientais surgiu em junho, quando o Legislativo votava a lei que exige distância entre os postos de combustíveis. Para sensibilizar os vereadores, técnicos do Instituto de Tecnologia e Ciência Ambiental da Universidade Estadual de Maringá (UEM) apresentaram estudos mostrando que águas de subsolo e de superfície estão poluídas.
Análises realizadas pelos laboratórios do instituto apontaram a presença de metais pesados na água, com maior ou menor grau de concentração conforme a região da cidade. A fonte poluidora, sugerem os técnicos da UEM, são os postos de combustíveis, lava-jatos, oficinas mecânicas e pequenas indústrias instaladas na área urbana. Os dejetos, sem tratamento, são jogados diretamente nas galerias de águas pluviais, provocando a contaminação de água e de todo o ambiente. ‘‘A denúncia nos leva a refletir e buscar uma solução para o problema que é muito grave’’, diz o vereador Basílio Bacarin (PSDB), que sugeriu a audiência pública.
São esperados representantes de pelo menos 100 entidades, que poderão apresentar sugestões. O tema central será a poluição da água e cinco representantes de órgãos ligados ao tema farão uma explanação sobre o assunto. Vão falar o advogado Paulo Roberto Prereira de Souza, da OAB, a professora Ana Maria Itinose, do Departamento de Análises Clínicas da UEM, Álvaro Amoretti Lisboa, da Superintendência do Desenvolvimento dos Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental, o professor Issa Jabur, do instituto da UEM e o secretário de Desenvolvimento Urbano, Carlos Eduardo Schwabe.
Todas as propostas apresentadas e que tenham fundamento dentro da questão abordada, devem resultar em um anteprojeto de lei que será analisado pela Câmara.
O vereador Bacarin lembra que além de leis para a proteção ambiental, o anteprojeto vai traçar o zoneamento econômico. ‘‘Queremos a comunidade acompanhando toda tramitação do projeto e cobrando sua aplicação para realmente garantirmos um crescimento sem poluição’’, avisou. A audiência é aberta à população e começa às 8h30.

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