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Quarta-feira, 28 de Junho de 2017
Cadernos Especiais
18/06/2008

Primeiras colônias do Paraná estavam perto do mar

Grupos independentes de imigrantes se uniram e formaram colônias, como a Cacatu, em Antonina, em 1917

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A foto, tirada em 1926, em Antonina, mostra os alunos da Escola de Língua Japonesa, também chamada de ‘‘nihonjinkai’’

Muito antes da chegada dos imigrantes japoneses que se fixaram no Norte do Paraná a partir da década de 30 por incentivo do governo do Japão, o Litoral do Estado já contava com iniciativas de grupos independentes organizados em colônias como a Cacatu, em Antonina, formada em 1917. Hoje restam poucos representantes daquele período, mas a presença dos descendentes japoneses na faixa litorânea se mantém.
  ‘‘Antonina tem muito caboclo que nem sabe porque tem sobrenome japonês’’, observa o pesquisador Claudio Seto, um dos autores do livro ‘‘Ayumi - Caminhos Percorridos’’, junto com Maria Helena Uyeda.
  Durante a Segunda Guerra, os imigrantes das etnias do eixo (alemães, italianos e japoneses) foram proibidos de permanecer na faixa litorânea. Só puderam ficar aqueles que haviam se casado com pessoas nascidas no Brasil. Para Seto, essa proibição foi uma das causas desse distanciamento em relação à origem da família. ‘‘Como os outros japoneses foram expulsos, quem ficou acabou perdendo o elo com a cultura’’, explica o
pesquisador.
  Foi o caso da família de Afonso Takassaki, de 82 anos. Filho de japonês com brasileira, ele é um dos poucos em Antonina que ainda se comunicam em japonês. Como o pai de Takassaki era o professor de japonês na colônia, ele não perdeu o contato com a língua. Ele ainda guarda com carinho os livros em que aprendeu a ler.
  A facilidade com o idioma o ajudou a encontrar a cidade do pai, Toyama, em uma recente viagem ao Japão. Com olhos claros como os da mãe, no Japão ele foi alvo de curiosidade. ‘‘Puxei minha mãe e nasci branco. Os japoneses estranhavam’’, conta Takassaki.
  Já os filhos de um dos fundadores da colônia Cacatu, Tomosaburo Ito, de 82 anos, e Armando Hitoshi Ito, de 72, tiveram que seguir com a família para Curitiba por causa da Guerra. ‘‘Os japoneses foram saqueados, roubados, massacrados, agredidos’’, conta Armando. Terminado o conflito, Tomosaburo e o pai voltaram a Antonina. ‘‘Não tinha nada. Era gurizão ainda e a primeira coisa era fazer um lugar para dormir’’, conta Tomosaburo, que hoje vive em Antonina num sítio com a filha Márcia e o genro José Koji Kikuti. O local recebeu o nome de Cacatu em homenagem à antiga colônia.
Denise Ribeiro
Equipe da Folha
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