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Quarta-feira, 28 de Junho de 2017
Cadernos Especiais
23/10/2008

15 minutos

Bye, bye, Amambai

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Mauro Frasson
Marcos Robaldo: da ‘cancha reta’ ao Jockey Club

Marcos Robaldo acorda com os bichos, como dizem os mais velhos. Às 6 da manhã, ele já está no Jockey Club do Paraná, tratando dos cavalos e treinando para os próximos páreos. Uma rotina que vem da infância, quando Robaldo, hoje, com 21 anos, sequer imaginava atuar como jóquei profissional em uma grande capital brasileira.
Criado pelos tios na cidade de Amambai (MS), a poucos quilômetros da fronteira com o Paraguai, ele cuida de animais desde os 8 anos de idade. Aos 11, foi convidado a montar cavalos em corridas de "cancha reta", bastante populares na região. Além de demonstrar intimidade com os bichos, Robaldo cumpria outro requisito básico para a função: pesava apenas 28 quilos. "Eu era um subnutrido mesmo", brinca.
Na cancha reta, as raias são divididas e apenas dois jóqueis competem. As bolsas de apostas, muitas vezes milionárias, atraem os fazendeiros locais. "Traficantes e agiotas também", reforça Robaldo, que até então tinha medo de disputar provas de turfe tradicional. "São vários animais correndo juntos na mesma raia. É muito perigoso", diz.
Mas, a carreira no Mato Grosso do Sul foi ameaçada, quando ele chegou aos 50 quilos. Estava pesado demais para competir em sua modalidade e acabou aceitando a proposta de um amigo (a quem se refere como "padrinho"): mudar-se para Curitiba, onde começaria uma nova etapa como aprendiz da Escola de Preparação de Jóqueis, situada no próprio Jockey Club.
Em uma espécie de regime de internato, Robaldo treinou e morou por lá até completar 72 vitórias. Depois de alcançar essa marca, o aluno é liberado para ser dono do próprio nariz. E o rapaz que mal atravessava a rua sozinho descobriu os prazeres da vida. "Caí na balada. É o que mais gosto de fazer quando não estou trabalhando", conta o jóquei, que também deu uma de padrinho e trouxe o irmão mais velho para dividir uma casa na cidade.
Com 90 páreos conquistados, Robaldo pretende montar até quando for possível, pois não há limite de idade para competir. Mas, pensa em seguir outra profissão em paralelo, a de montador de móveis. Voltar para Amambai? "De jeito nenhum. Passo uma semana por lá e ficou louco para voltar para Curitiba", garante.
Omar Godoy
Equipe da Folha
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