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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
14/11/2017
BODE EXPIATÓRIO

Somos todos Morgenstern

Da disputa entre o ex-compositor e o jovem escritor, depende o futuro da liberdade de expressão no Brasil


Acervo pessoal
Acervo pessoal


Na opinião deste cronista de sete leitores, o escritor e analista político Flávio Morgenstern é um dos maiores talentos da nova geração de intelectuais conservadores brasileiros.

A virtude que mais admiro no Flávio é a acuidade de seu raciocínio, expressada em artigos longos e bem-escritos, por meio de frases longas, quase euclidianas, e cuidadosamente construídas.

Ao mesmo tempo, ele é um sensacional debatedor. A surra dialética que Morgenstern, então um jovem desconhecido, deu em um velho jornalista trotskista da USP, há alguns anos, e que pode ser vista integralmente no YouTube, acabou por me incluir de vez entre seu extenso fã clube. Admiração que foi coroada com a publicação do livro "Por Trás da Máscara", a mais profunda análise sobre as manifestações de rua no Brasil ocorridas em 2013.

Em seus artigos, Flávio Morgenstern tem descortinado a lamentável hipocrisia dos caras que se julgam reis e donatários da cultura brasileira — aqueles que bradam contra a censura e ao mesmo tempo querem censurar os adversários utilizando o poder midiático e a grana "que ergue e destrói coisas belas". O indignitário máximo de tal república da arrogância, como todos vocês sete sabem, é o ex-compositor Caetano Veloso.

Ciente de que há pelo menos 25 anos não produz uma só canção digna de ser cantarolada, o sr. Caetano procura compensar a falta de inspiração e manter-se na mídia assumindo ares de juiz moral da sociedade brasileira. Repetidas vezes tentou censurar todos aqueles que pudessem de algum modo afetar a sua imagem de deusinho inquestionável da cultura nacional, como se tal efígie não se tivesse tornado motivo de piada há muito tempo. O mito virou dendê.

Agora, Caetano Veloso está processando Flávio Morgenstern. Exige R$ 200 mil do jovem escritor por supostos danos morais. Ao contrário dos anos 80 e 90, quando Caetano era uma figura intocável no panteão da mídia, agora milhões de pessoas têm a oportunidade de manifestar opiniões desfavoráveis ao ex-compositor. Flávio é apenas um entre esses milhões, e foi evidentemente escolhido como bode expiatório. Como ensina René Girard, o bode expiatório é sempre inocente.
O que está em jogo nessa demanda não é uma questão pessoal: é o próprio futuro da liberdade de expressão no Brasil. Se o milionário Caetano vencer o pé-rapado Flávio, estará sendo enviada uma mensagem clara a mim, a você e a todo o povo brasileiro: — Calem a boca.

Para mim, está muito claro o que cada um representa e simboliza no caso. Flávio é a esperança; Caetano é o desespero. Flávio é a liberdade; Caetano é a censura. Flávio é o humor; Caetano é o rancor. Flávio é a inteligência; Caetano é a autoridade. Flávio é a vítima; Caetano é o algoz. Flávio é Davi; Caetano é Golias. Flávio é o escritor; Caetano é o censor. Flávio é o povo; Caetano é o poder.

Por todos esses motivos urge dizer, antes que seja tarde: — Somos todos Flávio Morgenstern.
por Paulo Briguet
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