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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
26/10/2017

Quem é a sua tia?

Pequeno retrato de uma mulher muito especial


Devanir Parra (CML)
Devanir Parra (CML)


Até hoje encontro na rua pessoas que me perguntam:

— Paulo, quem é a sua tia?

Referem-se à representante da família no dia em que recebi o título de cidadão honorário de Londrina. Trata-se de Magadar Rosália Costa Briguet, irmã de minha mãe, advogada formada pela Universidade de São Paulo, uma das maiores conhecedoras de direito previdenciário no Brasil, ex-procuradora da Prefeitura paulistana.

Quando Magadar subiu àquele púlpito, atraiu para si todas as atenções e admirações do público. Em poucas palavras, fez uma comovedora síntese da vida deste cronista de sete leitores. Pela voz de minha tia, falaram todos os seres amados que já não se encontram mais aqui: meu pai, minha mãe, Vó Maria, Vô Briguet, Mãe Mulata, Pai Costa...

Como a encontrei no último final de semana, gostaria de fazer aqui um breve retrato dessa figura tão importante na vida de tantas pessoas. Inclusive você, que está lendo este texto, um dia poderá vir a agradecer pelos conhecimentos e a generosidade de Magadar Briguet.

Magadar nasceu numa família modesta, na cidade de Araçatuba (SP). Quando entrou em idade escolar, meus avós Maria e Briguet (ela, dona de casa; ele, pintor de carros) encontravam-se em sérias dificuldades financeiras. Para complicar a situação, Maria ficou doente e permaneceu vários meses internada numa casa de saúde. No entanto, quando as irmãs do Colégio Nossa Senhora Aparecida, em Araçatuba, descobriram o talento e a inteligência daquela menininha, decidiram conceder-lhe uma bolsa de estudos integral. Durante toda a sua vida escolar, do primário até a faculdade, Magadar sempre foi a primeira aluna da classe.

Quando chegou a época de ir para a universidade, Magadar foi aprovada na Faculdade do Largo São Francisco (USP). Teve como professores os maiores juristas do País, entre eles Miguel Reale e Gofredo da Silva Teles. Formada nos anos 70, trabalhou em diversas instituições públicas, realizando um trabalho que combina rigor técnico, clareza expressiva e solidez moral.

Mãe de Rafael e Daniela (ele, engenheiro; ela, fisioterapeuta) e avó da querida Beatriz, minha tia sempre foi uma leitora voraz, não apenas dos livros da sua área de atuação, mas das grandes obras da literatura. Certa vez, ainda jovem, leu o monumental "Guerra e Paz", de Tolstói, em uma incrível maratona de poucos dias. Considere-se que, nas edições mais antigas, "Guerra e Paz" chegava a 3 mil páginas!

Se digo que um dia talvez ela o ajudará, caro leitor, é porque se trata de uma grande estudiosa de um assunto que interessa a todos: a previdência. Autora de referência na área, ela está sempre viajando para palestras sobre direito previdenciário em municípios do Brasil inteiro, literalmente do Oiapoque ao Chuí.

Mas eu não poderia encerrar esta crônica — tão pequena quanto miúda é essa grande mulher — sem deixar de dizer que Magadar é a pessoa mais caridosa que conheço. Leva ao pé da letra o mandamento cristão de amar ao próximo, em todas as circunstâncias.

Deus sabe o que faz, minha tia. Ele levou minha mãe, mas me deixou você.
por Paulo Briguet
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