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Avenida Paraná
Escritor e jornalista. Mora desde 1989 em Londrina. Trabalhou em diversos jornais, revistas e assessorias. Assina a coluna diária Avenida Paraná, na Folha de Londrina. Autor dos livros de crônicas "Diário de Moby Dick" (em parceria com o pai, Paulo Lourenço), "Repórter das Coisas" e "Aos Meus Sete Leitores". Casado com a jornalista Rosângela Vale, pai do Pedro, paulistano de certidão, pé-vermelho de coração. Conservador em política, liberal em economia, católico em religião. Em suma, um cronista em busca dos seus sete leitores.
Fale com Paulo Briguet
02/11/2017
REMINISCÊNCIA

Enterrados vivos


Shutterstock
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1. Um dos maiores medos do ser humano é o de ser enterrado vivo. Pois é exatamente isso que as ideologias modernas vêm fazendo com a nossa civilização: enterram em vida os valores, os exemplos e os modelos daqueles que vieram antes de nós. Os ismos gnósticos — marxismo, cientificismo, libertarianismo, multiculturalismo, desconstrucionismo, neoateísmo, etc. — sepultam aquilo que há de melhor em nós: o belo, o bom e o verdadeiro.

2. Uma das maiores ilusões humanas consiste em acreditar que o tempo presente é objetivamente superior a todas as épocas anteriores. O poeta e crítico T. S. Eliot chamava isso de "provincianismo temporal"; o filósofo Olavo de Carvalho prefere o termo "cronocentrismo". Independentemente do termo, Eliot e Olavo referem-se ao mesmo fenômeno: a crença de que o seu tempo é melhor porque você nasceu nele.

3. A falsidade básica do cronocentrismo é comprovada pelas grandes realizações do espírito. Se o fator temporal fosse sinônimo de evolução, as obras geniais da alta cultura seriam inferiores ao que de melhor se produz hoje em dia. No entanto, não existe nada maior que Platão e Aristóteles na filosofia; Dante e Shakespeare na literatura; Bach e Beethoven na música; as catedrais góticas na arquitetura — e assim por diante. Tudo que fazemos nesses campos hoje não passa de uma nota de rodapé aos gigantes do passado.

4. O escritor Marcel Proust dizia que a obra de um ser humano leva no mínimo 100 anos para ser realizada. Em consequência, tudo que fazemos ou é a continuidade de um trabalho concebido pelos que vieram antes de nós, ou é o início de algo que só renderá frutos aos que vierem depois de nós. Ou a colheita de um plantio de nossos pais, ou o plantio da colheita de nossos filhos. Tertium non datur.

5. As grandes forças que disputam entre si o poder global — globalismo, comunismo e califado — se esforçam por desconstruir as grandes realizações do espírito. Esse tesouro espiritual está guardado em dois grandes castelos: a alta cultura e a tradição sagrada. E quem protege esses dois castelos? Há três exércitos de defesa: a família, a religião e a pátria. Exatamente por esse motivo, as ideologias modernas tentam corromper nossos filhos, destruir nossa fé e desfigurar nossa nação.

6. Olavo de Carvalho já definiu a questão em uma conferência proferida há 20 anos em Paris. Para o filósofo brasileiro, o grupo mais excluído entre todos os excluídos é precisamente o daqueles que vieram antes de nós: "Os mortos estão para sempre excluídos do diálogo, são os excluídos por excelência. Eles têm olhos mas não veem, têm ouvidos mas não ouvem. Eles são os objetos inermes de nossa paixão de ver sem sermos vistos, que em última instância é a paixão de julgar sem ser julgado. Esta paixão recebe em nossos tratados e teses universitárias o nome dignificante de objetividade. É talvez a maior mentira desde o começo do mundo".

7. Não foi por acaso que Proust deu à sua grande obra o nome de "Em Busca do Tempo Perdido". É o que devemos fazer: buscar a sabedoria do passado, para não enterrarmos a vida que nos resta.
por Paulo Briguet
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