Capes admite erro que cortou 6.000 bolsas após criar novo modelo de concessão


Paulo Saldaña - Folhapress
Paulo Saldaña - Folhapress

Brasília - A Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) admitiu, em ofício distribuído a universidades, que um erro em relação ao novo modelo de concessão de bolsas determinado pela agência em março, que provocou o corte de cerca de 6.000 bolsas do sistema. De acordo com o documento, houve um erro na contabilização de bolsas distribuídas com os novos critérios. 


 Benefícios que haviam atingido em fevereiro sua duração máxima de vigência haviam sido classificados no sistema como "empréstimo" – bolsas que seriam transferidas de um programa de pós-graduação para outro assim que as pesquisas em andamento fossem encerradas.  




A Capes, então, contabilizou equivocadamente o saldo de bolsas. "Com a medida de correção, serão restituídas cerca de 6.000 bolsas que poderão ser utilizadas para a inclusão de novos bolsistas pelos programas", diz o ofício que chegou aos pró-reitores de pós-graduação nesta quinta-feira (2).  


Após a admissão do erro, essas bolsas deverão ser reativadas nos programas de pós-graduação no próximo dia 4.  


Pesquisadores já apontavam inconsistências nos quantitativos e denunciavam cortes, o que vinha sendo negado pela Capes e pelo próprio ministro Abraham Weintraub – o órgão é ligada ao MEC (Ministério da Educação).  


O novo modelo de concessão, que levou a críticas de pesquisadores, foi estipulado em portaria de março. Esse ato alterou regras que a própria Capes havia publicado em fevereiro. 




 A alteração veio após intervenção de Weintraub para que houvesse impacto negativo maior na área de humanas. Na quarta-feira (1º), o ministro afirmou que houve aumento de bolsas. Ele culpou a imprensa e a esquerda por criarem mentiras. "No dia da mentira, mídia/esquerda continuam contando mentiras! Não houve corte no total de bolsas ou interrupção nas que estão em andamento", escreveu ele no Twitter. "Cursos bem avaliados ganharam bolsas. No total, houve um aumento de 6.000 novas bolsas, sendo 2.600 para estudar epidemias (coronavírus)".  

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