No meu tempo de escola


Marian TrigueirosReportagem Local
Marian TrigueirosReportagem Local
No meu tempo de escola
Divulgação



Álvaro Andrade Garcia nasceu em Belo Horizonte, em 1961, é escritor e diretor de multimídia e audiovisual. Começou na literatura na década de 1980 e com publicações digitais na década de 1990, quando surge o ateliê Ciclope dedicado à imaginação digital. Tem 11 livros de poesia publicados e 2 de prosa. "Poemas de Brinquedo", livro com acesso a um app é seu primeiro livro infantil, embora tenha dirigido, em 2000, o cd rom "Descobrindo o Brasil", voltado para estudantes.

O que você mais gostava de fazer na escola quando criança?
Estudar e brincar. Era bom aluno e torcia pelo recreio desde o primeiro minuto.

Qual a melhor lembrança desse período de escola?
Os bons professores que tive, aqueles poucos que, de fato são. Eles me magnetizavam, abriam portas para o meu conhecimento. Os amigos, brincar na hora do recreio e as paquerinhas platônicas.

Havia alguma matéria que gostava mais? E qual era a que gostava menos?
Gostava muito de Ciências, História, Geografia, fui bem em Matemática. Não cheguei a ter notas baixas, mas as minhas piores notas eram em Português. No vestibular, minha pior nota foi redação. E olha que passei para medicina. Sempre tive dificuldade com início meio e fim. Minhas histórias não eram linhas, mas novelos.

O que você gostava de comer na hora do recreio?
Porcarias: maria mole, balas, refri com pastel. Depois da escola sempre tinha um sorvete amarelo bem artificial. No tempo da minha infância era um horror, os hábitos alimentares.

Você já ficou de castigo ou levou bronca do professor alguma vez? Como foi?
Em algumas matérias tirava notas muito altas e por isso me tornava disperso em sala de aula, então algumas vezes fui convidado a sair da sala por algum tempo, por não prestar atenção, ou por estar conversando com alguém. Nesse caso melhor, por que a conversa rolava então do lado de fora.

Suas notas eram boas? Qual a disciplina que ia melhor?
Fui um bom aluno, estava bem perto dos CDFs oficiais (os nerds de hoje), notas um pouco abaixo. Ia bem, às vezes um ano ou outro gostava mais de uma disciplina, mas eu já entendia essa ideia de que aprender é um conjunto, estar pronto para a vida é ter um mínimo de informação em várias áreas, não?

Já gostava de escrever quando criança? Criou algum personagem?
Quando criança lia, mas ainda mais, gostava de ver televisão. Começava às 17h a programação. Tenho um caso engraçado, nessa época, eu assistia Rin Tin Tin, um seriado p&b. Tinha um menino, seu cachorro e aquela história de forte apache. Eu ia cedo dormir, para sonhar comigo dentro da história. Os sonhos tinham sequência, de um dia para o outro, como os episódios da TV, e fiz assim uma série só minha, em sonhos. Eu estava na história, junto com o cabo Rusty, tinha meu cachorro, a namoradinha. Então nessa época mais do que criar personagens, eu entrava nas histórias, acrescentava alguns.

Quais eram os escritores favoritos nessa época?
Li pouco na infância, mas passou por mim um pouco de Monteiro Lobato, Júlio Verne, clássicos. O que me aconteceu é que comecei a ler livros adultos muito cedo. Li Treblinka com 13 anos. E lia muito, sobre tudo, sempre adiante do tempo. Digo que leio até rótulo de Nescau.

Quando criança, imaginava que teria essa profissão?
Pensava em ser muitas coisas. Queria ser cientista, astronauta, depois escolhi medicina e só então me tornei poeta.

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