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Reportagem

Um negócio chamado sertanejo

Investidores de diversos segmentos e regiões do Brasil vêm para Londrina, montam empresas e apostam em cantores e duplas que podem despontar no País

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Encontrar um negócio rentável. É isso que martela a mente de todo o investidor, sempre em busca de uma sacada pra capitalizar seu dinheiro. Apostas que permeiam diversos segmentos e, se pensarmos de bate pronto, virá na cabeça produtos bancários, imóveis, franquias ou, quem sabe, alguma inovação tecnológica de uma startup. Mas em Londrina um segmento, digamos, diferente do convencional, tem atraído empreendedores de diversos cantos do País, dos mais variados mercados. O sertanejo virou um negócio muito atrativo.

Investidores que jamais pensaram no showbusiness – que geralmente estão em setores mais tradicionais – vêm para a cidade em busca de aplicar dinheiro e sair daqui com a nova dupla do momento ou hit musical que vai arrebatar multidões. Empresários se mudam para a região, montam empresas sólidas e bem estruturadas e partem em busca de faturamentos monstruosos.

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Londrina, juntamente com Campo Grande e Goiânia, se tornou epicentro deste negócio. Não é por acaso. Basta olhar para trás e ver com a grande maioria dos artistas famosos veio deste eixo e, algumas vezes, nesta forma de investimento: Luan Santana, Fernando e Sorocaba, Thaeme e Thiago, Michel Teló, Jads e Jadson, entre outros. O impacto financeiro é tão grade, que acaba repercutindo no faturamento de outras setores, cases impressionantes. São empresas de equipamentos, marketing digital, publicidade, produtores, fotógrafos, estúdios de gravação, plotagem de ônibus. Todo mundo sai ganhando.

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Ricardo Pereira, da RPP Produções, é formado em direito e pós-graduado na área, mas desde 2001 é empresário de artistas e trabalha com a produção de shows através do sistema de parceria com nomes já renomados da música. Ele relembra que, com a chegada do sertanejo universitário, lá por 2008, o mercado se profissionalizou demais, atraindo esse tipo de investidor. "Antigamente, a dupla batia a viola, agradava, e só depois se montava uma equipe. Agora o produto nasce pronto, já com um investidor, o escritório que faz a gestão da carreira, um produtor musical, um profissional para redes sociais... Hoje um dono de supermercado, por exemplo, que não tem nada a ver com a música, coloca o dinheiro e faz o negócio acontecer. Ter essa nova figura no mercado acabou sendo bom para alguns artistas."

É difícil citar os valores de investimento. Quem trabalha no setor diz que existem casos em que bastaram R$ 50 mil para fazer um artista ou uma dupla estourar. Em outros, foram investidos milhões e não houve retorno. Geralmente, quando a dupla é nova, desconhecida, a aposta do investidor é maior e os contratos mais benéficos para ele. Duplas mais consolidadas exigem um pouco menos de aporte e, portanto, o investidor tem percentuais menores. "Com isso, o mercado ficou mais inflado, e tudo está mais caro para fazer acontecer".

Ricardo Chicarelli
Ricardo Chicarelli - Antony, Plácido, Gabriel e Fernando: um encontro que deu certo
Antony, Plácido, Gabriel e Fernando: um encontro que deu certo


SEXTA-FEIRA SUA LINDA
Quem tem WhatsApp e vive neste planeta, bem provavelmente já recebeu algum vídeo de "dancinha" pelo aplicativo de celular com a música "Sexta-feira Sua Linda", de Alex e Ronaldo. Por trás da dupla, está Osvaldo Haroldo Brehm, que é dono de uma empresa de transporte rodoviário para cargas de importação e exportação em Paranaguá, São José dos Pinhais e Itajaí.

No ano passado, o empreendedor recebeu uma proposta de um amigo para atuar no setor. Começou com uma outra dupla e agora está com Alex e Ronaldo. A AR5 Produções resolveu então, devido à logística e estratégia para o negócio, montar escritório em Londrina e manter os artistas alocados na região. "A música estourou no Whats, virou meme, e agora nosso trabalho é relacionar o hit com a dupla. Hoje dedico 80% do meu trabalho a essa empresa, vim para Londrina, já que meus outros negócios caminham sozinhos".
Brehmm salienta que "administrar a empresa Alex e Ronaldo" é tão difícil como qualquer outra empresa. "A dificuldade que mais sinto no setor é a concorrência. Tem que fazer um trabalho diferente e um conjunto de ações para atingirmos os objetivos. Não depende apenas de dinheiro, mas também que a música seja um estouro. Recebemos de 30 a 50 músicas diariamente de compositores de todo o Brasil. Alex e Ronaldo, sem dúvida, já é um negócio que anda com as próprias pernas".
Victor Lopes
Reportagem Local
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