VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Política
19/05/2017
COPOM DE ABRIL

Temer vazou a Joesley informação de que juros cairiam 1 ponto

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

Um dos anexos da delação premiada de Joesley Batista, da JBS, cita que o presidente Michel Temer (PMDB) se encontrou com o empresário no dia 7 de março deste ano e vazou a informação de que os juros cairiam "1%" na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, no mês seguinte.
PUBLICIDADE

O encontro entre o presidente e o empresário ocorreu no Palácio do Jaburu, em Brasília, às 22h30 daquele dia, e foi agendado pelo deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), aliado de Temer, segundo a delação.

Entre os assuntos listados na delação sobre o encontro, a antecipação do corte da Selic é listada como o primeiro item: "comentários gerais sobre assuntos econômicos, havendo Temer vazado a informação de que os juros cairiam 1% na próxima reunião do Copom". A reunião do Copom ocorreu pouco mais de um mês depois, no dia 12 de abril, quando o BC resolveu cortar a taxa básica de juros em um ponto porcentual, para 11,25% ao ano.

Foi neste mesmo encontro que Joesley Batista procurou tranquilizar Temer sobre o risco de delações premiadas e disse que estava "cuidando" do ex-deputado Eduardo Cunha e de Lucio Funaro, ao que o presidente respondeu: "importante manter isso". O anexo da delação relata que o empresário disse, ainda, que estava "tranquilo" em relação às investigação contra ele porque entrou "em ajustes com autoridades do sistema de Justiça".

Na mesma conversa, segundo o documento da colaboração, o empresário relatou que estava pedindo celeridade na aprovação de leis que anistiassem o caixa 2 e atualizassem a legislação sobre o abuso de autoridade. "Não havia segurança de que as coisas se manteriam tranquilas para ele por muito mais tempo, tudo como forma de preservar o canal", diz o documento.

Na sequência, Joesley pediu a Temer que indicasse um interlocutor para tratar de assuntos entre os dois. Foi aí que Temer indicou Rodrigo Rocha Louros, "dizendo que era pessoa de sua mais estrita confiança".

O empresário pediu ao presidente que "encontrasse solução" com o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para os assuntos do Grupo JBS. Ele exemplificou com temas relativos ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), vinculado ao Ministério da Justiça, e à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), diz o anexo.

O empresário indicou, por fim, que o método para a visita - durante horário noturno avançado e entrada discreta - havia funcionado bem e poderia ser aplicado em outras ocasiões, o que Temer concordou, segundo a delação.

Os documentos foram entregues à Procuradoria-Geral da República (PGR) e divulgados pelo site O Antagonista e republicados pelo blog do jornalista Fausto Macedo, do jornal O Estado de S. Paulo. O anexo 9 trata do presidente e tem como título: 'Fatos diretamente corroborados por elementos especiais de prova Michel Temer'.
Daniel Weterman
Agência Estado
PUBLICIDADE
CONTINUE LENDO

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não roubarão nosso País de nós"
Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato, após a denúncia contra Michel Temer

FIM DA ERA TEMER

Maia já discute com técnicos legislativos sobre eleições indiretas

Parlamentares da base aliada afirmam que foi discutida a necessidade de elaborar uma nova lei para "ajustar detalhes" da legislação

'HOMEM DE TEMER'

Psol e Rede preparam pedido de cassação de Rocha Loures

Deputado do Paraná foi citado na delação de Joesley Batista por supostamente ter atuado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica em troca de propina

LUIZ GERALDO MAZZA

"Que tal um novo dilúvio, agora de água benta, para a remissão dos nossos pecados?"

Aécio é afastado do cargo de senador e deixa comando do PSDB

Tucano diz que vai se defender da denúncia do MPF de que teria sido gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, dono da JBS

Lideranças do Paraná defendem renúncia de Temer e criticam Aécio

Políticos paranaenses apontam que não há mais condições para peemedebista permanecer na Presidência; deputado tucano pede a saída de Aécio do partido

Fachin autoriza abertura de inquérito contra Temer

Supremo vai apurar se o presidente da República cometeu crime de obstrução à Justiça com base na delação premiada dos irmãos Batista, do grupo JBS

ESQUEMA

Joesley diz que 100% do seu negócio 'era com o presidente Michel'

A afirmação do empresário foi feita durante o depoimento em abril, no âmbito de sua delação premiada, no contexto em que Joesley explicava a conversa que teve com o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) sobre o pagamento de propinas ao grupo do PMDB

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Assine a Folha de Londrina
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados