VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Política
19/05/2017

Lideranças do Paraná defendem renúncia de Temer e criticam Aécio

Políticos paranaenses apontam que não há mais condições para peemedebista permanecer na Presidência; deputado tucano pede a saída de Aécio do partido

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

Janine Moraes/Agência Câmara
Janine Moraes/Agência Câmara - O deputado Rodrigo Rocha Loures, que estava nos Estados Unidos, aparece em imagens da delação recebendo uma mala com R$ 500 mil a pedido de Temer
O deputado Rodrigo Rocha Loures, que estava nos Estados Unidos, aparece em imagens da delação recebendo uma mala com R$ 500 mil a pedido de Temer


Curitiba - Após a divulgação da delação-bomba de empresários da JBS, lideranças políticas do Paraná dizem que Michel Temer (PMDB) não pode continuar na Presidência do país e condenam os atos atribuídos ao ex-senador Aécio Neves (PSDB). O presidente do PMDB no Estado, senador Roberto Requião, e o líder do partido na Assembleia Legislativa, Nereu Moura, abandonaram o apoio a Temer e defenderam eleições diretas para presidente.
PUBLICIDADE

Requião classificou as delações como "arrasadoras, definitivas". "A vaca foi pro brejo e levou a corda. Queremos eleição direta para que os brasileiros decidam o que fazer com o país, não os canalhas", disse em vídeo divulgado nas redes sociais.

"Temer precisa renunciar, não consegue mais governar o país", comentou Moura também em vídeo.
Em gravação feita pelo sócio da JBS, Joesley Batista, o presidente dá aval para o pagamento de propina para manter de boca fechada o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), hoje preso em Curitiba, e não fechar acordo de delação.

Ontem, em pronunciamento oficial, Temer afirmou que não iria renunciar. Ele disse esperar uma investigação rápida e que vai provar que não cometeu crimes.

Já o senador Alvaro Dias (PV) – que foi apontado como o favorito à presidência caso Temer renuncie pelo jurista Miguel Reale Jr, um dos autores do pedido de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) –, afirmou que a saída de Temer é "inevitável".

Para Dias, se o peemedebista não renunciar, não conseguirá escapar de um processo de cassação ou de impeachment. "O ato mais correto seria renunciar para tentar estancar a crise", disse Dias. "A economia vive um momento difícil e se agravará com essa instabilidade".

Em relação a Aécio, o senador opinou que o tucano "não deve ter argumentos suficientes" para se explicar sobre os atos de corrupção, as quais considera "muito graves". Os dois foram colegas de legenda até 2016, quando Dias se filiou ao PV em um movimento para tentar concorrer à presidência em 2018.

Para o deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB), as denúncias contra Aécio "deixaram de ser suposição" e por isso ele "não pode mais ficar à frente do partido".

O governador Beto Richa (PSDB) não se manifestou ontem sobre a situação. Segundo sua assessoria, Richa iria aguardar "o momento oportuno" para se posicionar.

Aécio deixou a presidência do PSDB e foi afastado do cargo de senador pelo Superior Tribunal Federal (STF) após ter sido gravado pedindo R$ 2 milhões em propina para a JBS. A irmã e um primo do tucano foram presos.

ROCHA LOURES
O PMDB do Estado não quis comentar sobre as denúncias envolvendo o deputado federal paranaense Rodrigo Rocha Loures (PMDB), que faz parte da chapa que compõe o diretório estadual da legenda, no cargo de 1º vogal.

O deputado federal João Arruda (PMDB), que também compõe a chapa do partido, afirmou que se trata de uma "situação política muito grave" e que "não tem ideia" do que vai acontecer. "Cabe ao conselho de ética do diretório nacional do PMDB analisar o caso", apontou.

Rocha Loures aparece em imagens da delação recebendo uma mala com R$ 500 mil a pedido de Temer.

Homem de confiança do presidente Temer, Rocha Loures é filiado ao PMDB desde 2005 e trabalha com Temer desde 2011, em funções ligadas a Relações Institucionais. Ele só deixou o cargo em março para assumir mandato de deputado federal, na vaga deixada pelo ministro Osmar Serraglio.

Empresário milionário, filho do dono da empresa Nutrimental, Rocha Loures é filiado ao PMDB desde 2005. Na campanha para deputado federal, Temer gravou um vídeo em que elogia o amigo. "Ele [Loures] veio para o meu gabinete e me ajudou enormemente", disse o presidente.

Em nota, a defesa do deputado afirmou que ele ainda não teve acesso às acusações e está à disposição das autoridades para esclarecimentos. O peemedebista estava nos EUA e iria retornar ao país na noite de ontem. Ele não atendeu às ligações da reportagem.
Amanda Audi
Especial para a FOLHA
PUBLICIDADE
CONTINUE LENDO

CLÁUDIO HUMBERTO

"Não roubarão nosso País de nós"
Deltan Dallagnol, procurador da Lava Jato, após a denúncia contra Michel Temer

FIM DA ERA TEMER

Maia já discute com técnicos legislativos sobre eleições indiretas

Parlamentares da base aliada afirmam que foi discutida a necessidade de elaborar uma nova lei para "ajustar detalhes" da legislação

'HOMEM DE TEMER'

Psol e Rede preparam pedido de cassação de Rocha Loures

Deputado do Paraná foi citado na delação de Joesley Batista por supostamente ter atuado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica em troca de propina

LUIZ GERALDO MAZZA

"Que tal um novo dilúvio, agora de água benta, para a remissão dos nossos pecados?"

Aécio é afastado do cargo de senador e deixa comando do PSDB

Tucano diz que vai se defender da denúncia do MPF de que teria sido gravado pedindo R$ 2 milhões a Joesley Batista, dono da JBS

Fachin autoriza abertura de inquérito contra Temer

Supremo vai apurar se o presidente da República cometeu crime de obstrução à Justiça com base na delação premiada dos irmãos Batista, do grupo JBS

ESQUEMA

Joesley diz que 100% do seu negócio 'era com o presidente Michel'

A afirmação do empresário foi feita durante o depoimento em abril, no âmbito de sua delação premiada, no contexto em que Joesley explicava a conversa que teve com o deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) sobre o pagamento de propinas ao grupo do PMDB

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Assine a Folha de Londrina
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados