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Política
18/02/2009

Gas­tos dos de­pu­ta­dos se­rão di­vul­ga­dos na in­ter­net

­Após sus­pei­ta de ir­re­gu­la­ri­da­de, Câ­ma­ra dos De­pu­ta­dos irá re­ve­lar par­cial­men­te des­ti­na­ção da ver­ba in­de­ni­za­tó­ria

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  Bra­sí­lia - Co­nhe­ci­da cai­xa-pre­ta do Con­gres­so, a pres­ta­ção de con­tas dos par­la­men­ta­res re­fe­ren­te ao uso da ver­ba in­de­ni­za­tó­ria se­rá par­cial­men­te re­ve­la­da. Pres­sio­na­da pe­la sus­pei­ta de ir­re­gu­la­ri­da­des na pres­ta­ção do de­pu­ta­do Ed­mar Mo­rei­ra (sem par­ti­do-MG), a Me­sa Di­re­to­ra da Câ­ma­ra de­ci­diu on­tem tor­nar pú­bli­cos os da­dos dos com­pro­van­tes das des­pe­sas pa­gas com a ver­ba de R$ 15 mil men­sais.

  Mas os ­CNPJs dos for­ne­ce­do­res, es­pé­cie de iden­ti­da­de das em­pre­sas, que fa­ci­li­ta o ras­trea­men­to e iden­ti­fi­ca­ção dos pro­prie­tá­rios dos ne­gó­cios, não se­rão re­ve­la­dos. O por­tal tam­bém não vai re­pro­du­zir a no­ta fis­cal da em­pre­sa e não se­rão re­troa­ti­vas, ‘‘­anistiando’’ even­tuais frau­des co­me­ti­das.
  As in­for­ma­ções vão es­tar dis­po­ní­veis no por­tal da Câ­ma­ra a par­tir de ­abril. Se­rá pos­sí­vel ter aces­so ao no­me da em­pre­sa que re­ce­beu, o nú­me­ro da no­ta fis­cal e o va­lor pa­go pe­lo de­pu­ta­do. ‘‘Ha­ve­rá to­tal trans­pa­rên­cia e se­rão di­vul­ga­dos to­dos os ­dados’’, afir­mou o pre­si­den­te da Câ­ma­ra, Mi­chel Te­mer (­PMDB-SP).
  O es­pe­cia­lis­ta em gas­to pú­bli­co Gil Cas­te­lo Bran­co, do si­te Con­tas Aber­tas, con­si­de­rou a trans­pa­rên­cia par­cial. Ele res­sal­ta co­mo fun­da­men­tal a di­vul­ga­ção, não ape­nas do no­me pre­ci­so da em­pre­sa, seu ­CNPJ, mas do bem ou do ser­vi­ço pres­ta­do. ‘‘É um avan­ço a Câ­ma­ra di­vul­gar os da­dos, mas não é a trans­pa­rên­cia ­plena’’, dis­se.
  Cas­te­lo Bran­co ci­ta o exem­plo de uma com­pra em um es­ta­be­le­ci­men­to que tem pro­du­tos mui­to di­ver­si­fi­ca­dos. ‘‘Se o de­pu­ta­do com­prou uma ca­ne­ta e de­pois in­cor­po­rou ao pa­tri­mô­nio da Câ­ma­ra, não há pro­ble­ma. Mas, se com­prou um jo­go de pre­sen­te pa­ra o ne­to, o gas­to não po­de­ria ser fei­to com ver­ba ­indenizatória’’, dis­se. Ele lem­brou que a di­vul­ga­ção dos gas­tos se­rá se­me­lhan­te à dos car­tões cor­po­ra­ti­vos do go­ver­no fe­de­ral, com a di­fe­ren­ça de que, no Exe­cu­ti­vo, o ­CNPJ é in­for­ma­do. ‘‘Se uma em­pre­sa re­ce­be di­nhei­ro pú­bli­co, não há pro­ble­ma di­vul­gar os da­dos com­ple­tos, in­clu­si­ve o ­CNPJ.’’
  O pri­mei­ro se­cre­tá­rio da Câ­ma­ra, Ra­fael Guer­ra (­PSDB-MG), que vai im­ple­men­tar o no­vo sis­te­ma, dis­se que ha­via re­sis­tên­cia en­tre de­pu­ta­dos em di­vul­gar o ca­das­tro dos for­ne­ce­do­res. ‘‘O ­CNPJ ­abre a vi­da da em­pre­sa. A maio­ria ­achou que não de­via.’’
  Guer­ra dis­se que em ca­so de dú­vi­da so­bre al­gu­ma pres­ta­ção de con­tas, as no­tas fis­cais po­de­rão ser so­li­ci­ta­das à pri­mei­ra se­cre­ta­ria. Mi­chel Te­mer dis­se que a di­vul­ga­ção dos da­dos é a me­lhor me­di­da pa­ra evi­tar sus­pei­tas so­bre des­vio dos re­cur­sos. Ele des­car­tou, pe­lo me­nos por en­quan­to, o fim da ver­ba in­de­ni­za­tó­ria e, por con­se­quên­cia, um rea­jus­te do sa­lá­rio dos de­pu­ta­dos com equi­pa­ra­ção ao do Ju­di­ciá­rio. ‘‘Es­sa
ma­té­ria é com­pli­ca­da. É me­lhor a trans­pa­rên­cia que ­estabele-cemos’’, afir­mou.
  A di­vul­ga­ção das pres­ta­ções de con­tas acon­te­ce oi­to ­anos de­pois da cria­ção da ver­ba in­de­ni­za­tó­ria, ho­je de R$ 15 mil por mês. Até ago­ra, os da­dos dis­po­ní­veis são ge­né­ri­cos. O por­tal da Câ­ma­ra di­vul­ga o va­lor e a na­tu­re­za da des­pe­sa. A ver­ba po­de ser usa­da pa­ra pa­gar gas­tos dos de­pu­ta­dos nos Es­ta­dos com o exer­cí­cio do man­da­to, co­mo alu­guel e ma­nu­ten­ção de es­cri­tó­rio po­lí­ti­co, via­gens, trans­por­te, com­bus­tí­vel, con­sul­to­rias e di­vul­ga­ção da ati­vi­da­de par­la­men­tar.
De­ni­se Ma­due­ño e Lu­cia­na Nu­nes ­Leal
Agên­cia Es­ta­do
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