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Norte Pioneiro
13/09/2017

Cursos mais antigos da Uenp comemoraram 58 anos

Primeira diretora mulher da antiga Fafija lembra a criação da faculdade e sua evolução

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Thainá Mosquini/Divulgação
Thainá Mosquini/Divulgação -
"A elite se organizou para criar uma instituição onde pudessem formar seus filhos e desenvolver a região", diz a professora Cássia Faleiros


Jacarezinho – Este ano, os cursos mais antigos da Universidade Estadual Norte do Paraná (Uenp) comemoram 58 anos. Em 1959, o Governo do Estado sancionava a lei que instituiu a Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Jacarezinho (Fafija), com as graduações em Letras, História, Matemática e Pedagogia. A professora Cássia Eclecy Pimentel Rocha Faleiros, 78, foi uma das primeiras professoras da instituição. Formada em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1961, ela viveu toda a sua vida em Jacarezinho.
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"Em 1960 começaram as aulas na Fafija e em 1962 Dom Geraldo me convidou para lecionar. Foi estranho, pois eu era nova e dei aula para muitos dos meus professores do ginásio. Na época os graduados eram raridade nos colégios. Então, quando a Fafija foi instalada, muitos professores leigos, entre eles os meus, aproveitaram para iniciar a faculdade. Era o sonho de muita gente. Até então, quem morava em Jacarezinho só tinha duas opções na vida: agricultura ou comércio. Era preciso ter dinheiro para continuar os estudos. A Fafija mudou essa realidade, e formou a maioria dos professores da região."

Segundo a professora, Jacarezinho era uma cidade próspera em 1960. "Era o auge do café. A elite se organizou para criar uma instituição onde pudessem formar seus filhos e desenvolver a região. O Lions Club e o Rotary tiveram papel essencial, pois agregavam empresários e fazendeiros, mas o grande líder foi o bispo Dom Geraldo de Proença."

A faculdade iniciou suas atividades no Colégio Estadual Rui Barbosa, com 86 estudantes, e em seguida foi transferida para o Colégio Cristo Rei (atual Elo). "Trabalhou-se muito para construir o prédio próprio. O terreno foi doado por José Eduardo Andrade Vieira, na época um dos donos do Bamerindus (ex-superintendente da Folha de Londrina). Eu mesma fui falar com ele sobre o assunto, pois tínhamos parentesco." O prédio, localizado na Avenida Manoel Ribas, foi inaugurado em 1978.

Faleiros deu aula de História Medieval e Antropologia na faculdade durante 46 anos. Foi a primeira mulher a dirigir a Fafija, cargo que ocupou duas vezes, (1983-1987 e 1991-1995). Ela conta que enfrentou dificuldade por ser mulher. "Naquela época era difícil mulheres ocuparem cargos de liderança. Eu concorria com homens, e eles muitas vezes não nos deixavam falar, agiam como se tivessem que nos ensinar. Mas fui vencendo tudo isso. Fui vereadora duas vezes, liderei secretarias e hoje sou vice-prefeita." Outras duas mulheres da sua família também dirigiram a Fafija: a irmã Edila Rocha Garbeline, e a prima Iuca Seti.

‘Tínhamos medo dos militares’
A ditadura militar, um dos períodos mais conturbados da história brasileira, está na lembrança da professora Cássia Eclecy Pimentel Rocha Faleiros. "Não tivemos grandes dificuldades, mas havia medo. Recebíamos orientações para observar possíveis terroristas, comunistas, etc. Eu tive problema com um aluno, que divulgava essas ideias. Nunca delatei ninguém, mas procurava mantê-lo por perto, evitando tumulto, para que ele e outros meninos não fossem presos. Sabíamos que em Jacarezinho havia um movimento chamado V-8, ligado a uma das facções de oposição. Tínhamos medo dos militares fecharem a faculdade, porém, nada disso ocorreu felizmente".

Para Faleiros, uma das principais características da Fafija era a inclusão. "Sempre trabalhávamos trazendo a comunidade para dentro da faculdade. Fizemos curso de alfabetização para presidiários e outro para adultos. Promovíamos feiras noturnas para ajudar as pessoas carentes da cidade a ter renda. Havia grupos de coral, teatro. A faculdade precisa trazer benefícios para toda a cidade".

A Fafija foi integrada à Uenp em 2006. No seu prédio funciona atualmente o Centro de Ciências Humanas da Educação e Centro de Letras, Comunicação e Artes da universidade, que abrigam 1.186 alunos, dos cursos de Ciências Biológicas, Filosofia, História, Matemática, Pedagogia, Letras - Inglês e Letras - e Espanhol. (R.P.)
Rubia Pimenta
Especial para a FOLHA
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