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Mundo
21/04/2017

Ataque terrorista mata policial na Champs Élysées, cartão-postal de Paris

Autor do atentado, reivindicado pelo Estado Islâmico, foi morto pelas forças de segurança

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Thomas Sansom/AFP
Thomas Sansom/AFP - Ato ocorreu às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial francesa
Ato ocorreu às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial francesa


Paris - Um atentado terrorista deixou um policial morto e dois feridos, além do autor do ataque, que foi executado, durante um tiroteio registrado na noite desta quinta-feira (20) na Avenida Champs Élysées, em Paris, na França. O ato foi reivindicado pelo grupo Estado Islâmico às vésperas do primeiro turno da eleição presidencial francesa.
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O autor do tiroteio foi morto depois de atirar contra os policiais por volta das 21 horas locais (16 horas em Brasília) nesta "concorrida avenida em pleno coração de Paris", declarou à TV o presidente francês, François Hollande. O grupo Estado Islâmico reivindicou o ataque contra a famosa via, considerada um cartão-postal da capital francesa. "O autor do ataque na Champs Élysées, no centro de Paris, é Abu Yussef, o Belga, um dos combatentes do Estado Islâmico", reportou a agência de propaganda do EI, Amaq.

A seção antiterrorista do Ministério Público parisiense abriu uma investigação sobre o caso. O suposto autor do tiroteio era alvo de uma investigação antiterrorista por ter manifestado a intenção de matar policiais, informaram fontes judiciais.

"O agressor chegou em um veículo e abriu fogo contra uma patrulha policial com uma arma automática. Matou um dos policiais e tentou agredir outros, correndo atrás deles", indicou uma fonte policial. Uma turista, cuja nacionalidade não foi informada, ficou levemente ferida durante o tiroteio, destacou outra fonte policial.

Choukri Chouanine, gerente de um restaurante localizado em uma rua adjacente, disse que ouviu um "tiroteio breve", mas "com muitos disparos". "Tivemos de esconder nossos clientes no sótão", acrescentou. Outra testemunha, que não quis se identificar, contou que estava a "dez metros" do lugar do tiroteio. "Ouvimos disparos e vimos que policiais estavam sendo atacados. Saímos correndo", disse.

"Houve uma onda de pânico no metrô Franklin Roosevelt. As pessoas corriam em todas as direções", relatou uma mulher que estava perto do Champs Élysées. A área comercial foi isolada. Dezenas de policiais foram deslocados para o setor. Estações do metrô foram fechadas.

Várias nações prestaram solidariedade às vítimas na França. O presidente americano Donald Trump, que qualificou rapidamente o tiroteio de ataque terrorista, apresentou suas condolências ao povo francês, enquanto a Alemanha destacou que se mantém firme junto ao seu vizinho. "Antes de tudo, nosso país apresenta as condolências ao povo da França. Está acontecendo de novo, parece", disse Trump, em Washington, durante coletiva de imprensa conjunta com o premiê italiano, Paolo Gentiloni. "Parece outro ataque terrorista. O que podemos dizer? Não acaba nunca. Temos que ser fortes e vigilantes. Digo isso faz muito tempo", acrescentou.
France Presse
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