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Mercado Digital

O poder do anonimato

A possibilidade da internet de falar sem ser identificado pode resultar em ofensas, e usuários devem estar preparados para isso

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Gustavo Carneiro
Gustavo Carneiro - Desenvolvedores dizem que objetivo do app é permitir feedbacks sinceros entre colegas de trabalho e amigos
Desenvolvedores dizem que objetivo do app é permitir feedbacks sinceros entre colegas de trabalho e amigos


Quem se cadastra no aplicativo que se tornou um dos mais baixados nas lojas de aplicativos nos últimos dias tem que estar preparado para receber comentários positivos e negativos. Isso é o que dizem uma advogada e pedagoga e usuários do Sarahah, app de "feedback honesto" criado na Arábia Saudita.
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A ferramenta permite criar um perfil e receber, através dele, comentários anônimos de outros usuários ou não. Após fazer o cadastro, o usuário pode compartilhá-lo nas redes sociais para começar a receber as publicações. É possível configurar o aplicativo para permitir comentários apenas de usuários do app ou abrir para qualquer pessoa que tenha acesso ao link do perfil. O objetivo, de acordo com o desenvolvedor, é permitir que amigos ou colegas de trabalho possam dar um feedback sincero sobre a pessoa.

No ambiente de trabalho, isso vai possibilitar descobrir pontos fortes ou áreas que precisam ser melhoradas. Com os amigos, a ferramenta permite que os amigos sejam francos e também revelem os pontos fortes ou que precisam ser mais bem trabalhados na amizade, diz o site oficial.

Outros aplicativos de mensagens anônimas já existiram antes do Sarahah, a exemplo do Secret, que foi descontinuado após protagonizar episódios de bullying virtual, e o Ask.fm, de perguntas e respostas anônimas ou não. Depois do sucesso do Sarahah, também foi lançada uma versão brasileira do app da Arábia Saudita, chamado Talk About Me. O anonimato, entretanto, pode trazer consigo surpresas desagradáveis. O músico Mateus Cortegoso se cadastrou no Sarahah por curiosidade de saber o que as pessoas gostariam de lhe dizer sobre o seu trabalho. "Tinha curiosidade de saber o que as pessoas querem falar sobre mim, sobre o meu trabalho, mas não têm coragem de falar abertamente. Muita gente só elogia e não fala o que realmente acha. Mas foi de maneira descontraída, já esperando coisas positivas e negativas."

Cortegoso, que também foi usuário do Formspring, extinta rede social de perguntas e respostas, conta que já recebeu mensagens elogios e críticas pelo aplicativo. "Tem pessoas falando mal, falando bem. Como eu toco, tem quem diz que não gosta de minha voz, ou que gosta." Fofocas, indiretas e declarações amorosas são outros assuntos que podem aparecer nessas ferramentas. Por outro lado, quem se cadastra também pode estar sujeito a receber conteúdo ofensivo, como xingamentos e obscenidades, relata o músico.
"Como o aplicativo permite publicar de forma anônima, pessoas mal intencionadas se aproveitam disso para fazer publicações ofensivas", afirma Cristina Sleiman, advogada e pedagoga que também é presidente da Comissão Especial de Educação Digital da OAB/SP e diretora pedagógica do Instituto iStart – de disseminação de conteúdo sobre ética e segurança digital em escolas. "Mas o fato de a ferramenta permitir o anonimato não dá o direito de ofender o próximo", alerta a advogada.

Segundo ela, mesmo recente, o app já traz preocupações. "Não só traz preocupações como já existem ocorrências envolvendo o aplicativo." O ambiente é propício a crimes contra a honra, como calúnia, injúria, difamação e ameaças. Porém, para Cristina, mais importante que as demandas judiciais é o trabalho de conscientização a respeito do uso de aplicativos como o Sarahah. "A grande sacada é o usuário se conscientizar, estar preparado, saber que a partir do momento que ele está habilitado a utilizar (o app)pode vir qualquer coisa."
Mie Francine Chiba
Reportagem Local
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