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Pesquisadores brasileiros participam de descoberta em planeta anão

Professor da UTFPR está entre os cientistas que identificaram anel em corpo celeste próximo a Plutão

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Magaléa Mazziotti
Magaléa Mazziotti - Segundo Ribas, façanha de se detalhar com precisão algo tão distante é viabilizada pela técnica de ocultação estelar
Segundo Ribas, façanha de se detalhar com precisão algo tão distante é viabilizada pela técnica de ocultação estelar


Curitiba - A presença de um anel, similar aos de Saturno, ao redor do planeta anão Haumea é a mais recente descoberta sobre o Sistema Solar. Observada em 21 de janeiro deste ano, a novidade foi apresentada nesta quarta-feira (11) em Curitiba pelo astrônomo e professor do curso de pós-graduação e mestrado da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), Felipe Braga Ribas. O pesquisador, que é doutor em astronomia e astrofísica pelo Observatório Nacional, integra a equipe de colaboração internacional de observação formada por Brasil, França e Espanha.
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O termo planeta anão é uma convenção da UAI (União Astronômica Internacional) para designar corpos celestes menores que os planetas, com gravidade superior a um corpo rígido e formato quase esférico. No caso do Haumea, descoberto em 2004, o formato é semelhante a uma bola de rúgbi. A descoberta do anel de Haumea foi liderada pelo astrônomo espanhol José Luis Ortiz, do Instituto de Astrofísica de Andaluzia. Por conta disso, o anel recebeu o nome científico de Ortiz et al.

Em 2013, o pesquisador que descobriu os anéis ao redor do asteroide Chariklo, foi o astrônomo Ribas e o nome registrado ficou Braga-Ribas et al. "Eles (Haumea e Chariklo) fazem parte da mesma região no Sistema Solar, pela órbita de Netuno. Por conta disso são difíceis de serem estudados, já que no caso do Haumea lidamos com um tamanho aparente (angular) proporcional ao de uma moeda de R$ 1 vista a 200 quilômetros de distância", explicou Ribas.

Segundo Ribas, a façanha de se detalhar com precisão algo tão distante é viabilizada pela técnica de ocultação estelar (uma espécie de eclipse) na qual pelos cálculos os astrônomos preveem o dia em que uma estrela cruzará a órbita desses corpos celestes e, por meio da sombra gerada, recolhem informações. "Trabalhamos com a sombra, mas com uma precisão que varia em quilômetros, o que é quase nada quando o objeto analisado envolve centenas de milhares de quilômetros", comparou o pesquisador.

O método é usado há 60 anos. "Usando o telescópio Hubble, por exemplo, nenhum dos anéis é visualizado, embora no telescópio seja possível ver a imagem de Haumea, que possui uma mancha vermelha na superfície", informou Ribas. Outro dado que chama atenção para os dois objetos transnetunianos, que estão próximos aos limites da órbita de Netuno, observados é o fato de Chariklo e Haumea não possuírem atmosfera - camada formada por gases como nitrogênio, metano e dióxido de carbono. "É curioso porque o planeta Plutão que divide com eles os confins do Sistema Solar, possui . O que isso representa será objeto de estudo. Nesse sentido, uma verdade sobre qualquer descoberta científica é que elas trazem muito mais perguntas do que respostas, mas somente assim avançamos em novos conhecimentos", ensinou.

Além do professor Felipe Braga Ribas, o projeto também contou com a participação da aluna Flávia Rommel, do programa de pós-graduação em física e astronomia da UTFPR. Também fazem parte da equipe outros sete brasileiros do Observatório Nacional e do Observatório do Valongo, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), e cientistas de instituições internacionais, como o Instituto de Astrofísica de Andaluzia, na Espanha, e o Observatório de Paris-Meudon, na França. A descoberta está publicada na revista científica britânica Nature.

RELEVÂNCIA
A descoberta feita pela equipe evidencia a presença de uma nova propriedade em corpos celestes e abre ainda mais questões sobre a evolução dos objetos no Sistema Solar. Segundo Ribas, as razões objetivas de integrar uma pesquisa dessa envergadura é reafirmar ao mundo que o Brasil está pronto para pesquisa de ponta, produzindo cientistas preparados. "A pesquisa não valoriza meramente o estudo pelo estudo e sim interfere no ganho de formação de cidadãos com métodos e uma capacidade de raciocínio útil para as demandas da sociedade", ressaltou.

Um exemplo prático é que a partir das inovações oriundas das demandas tecnológicas de cada pesquisa, tais soluções em um segundo momento vêm a integrar o dia a dia das pessoas. "As câmeras de celulares derivam de uma demanda dos astrônomos", exemplificou Ribas.
Magaléa Mazziotti
Reportagem Local
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