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Parque Ecológico Klabin prioriza cuidados com animais

Em uma área de 11 mil hectares no município de Telêmaco Borba, o parque passa por reformas; após a reabertura, haverá somente visitas agendadas e monitoradas

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Fotos: Gustavo Carneiro
Fotos: Gustavo Carneiro - No parque, vivem 200 animais de 44 espécies, sendo cinco répteis, 18 aves e 21 mamíferos; cerca de 1.600 refeições são servidas diariamente
No parque, vivem 200 animais de 44 espécies, sendo cinco répteis, 18 aves e 21 mamíferos; cerca de 1.600 refeições são servidas diariamente


O Parque Ecológico Samuel Klabin, localizado no município de Telêmaco Borba (Centro-Oriental), está mudando o seu foco e priorizará o bem-estar dos animais. Enquanto as reformas e adequações são feitas, o parque permanecerá fechado por dois anos para visitação pública. A reforma é uma condicionante para o licenciamento pelo IAP (Instituto Ambiental do Paraná) para o Projeto Puma, nova fábrica de celulose da Klabin, em Ortigueira, município limítrofe de Telêmaco Borba.
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O coordenador do parque, Paulo Henrique Schmidlin, disse que a partir da reabertura – que ainda não tem data para ocorrer – serão permitidas apenas visitas agendas e sob orientação de um guia. "No passado, a forma como o parque era visitado era errada. Era um período em que o parque tinha mais visitação que o Parque Estadual de Vila Velha (Ponta Grossa). O nosso parque era aberto, o pessoal parava o carro aqui dentro e cada um fazia a visitação a seu modo. Muitos vinham com roupa inadequada, alimentavam os animais do parque e traziam lixo para cá. Também havia contaminação, porque alguns traziam animal doméstico", relata Schmidlin.



O veterinário do parque, Pedro Chaves Camargo, destaca que nas visitas sempre haverá uma pessoa habilitada para falar sobre as espécies e sobre os impactos que recaem sobre cada uma delas. "A visita monitorada traz qualidade. É um outro viés, voltado ao conservacionismo. Cada visitante poderá entender o nosso trabalho. O parque pode selecionar as espécies, pode reproduzi-las e pode participar de outros programas. Temos agora um lado mais voltado à produção de ciência. Esse é o nosso objetivo", aponta.

Dentro desta nova proposta, o museu de taxidermia, que exibia animais empalhados, foi desativado. O coordenador explica que o parque manteve 60% da estrutura antiga para se tornar o local de quarentena dos animais recebidos e construiu mais de 20 mil metros quadrados de estrutura nova.



Schmidlin destaca que o parque foi criado, em 1980, com o intuito de servir como o último refúgio para esses animais. "Com o passar dos anos a gente foi crescendo e amadurecendo a ideia de fazer um projeto de conservação. A gente migrou para esse último estágio que é desenvolver atividade de uma unidade de Cras, que permite trabalhar com todos os tipos de empreendimentos ligados à fauna, à flora e à educação ambiental", aponta.

Em janeiro deste ano, o parque recebeu do IAP a licença ambiental de operação, que permite que o local funcione, também, como um centro de reabilitação de animais silvestres. No entanto, as regras do IAP determinam que o parque deve permanecer fechado para visitação do público pelo menos até janeiro de 2019, quando passa por nova avaliação do órgão ambiental.



Os dois anos de fechamento são necessários até que a vegetação no entorno dos novos abrigos cresça e possa dar mais conforto térmico aos animais que permanecerão confinados, e também para que eles possam se adaptar completamente aos novos recintos.

Hoje o parque tem um equipe de mais de 20 profissionais, incluindo um biólogo, dois veterinários e 15 cuidadores. Localizado na área da Fazenda Monte Alegre, adquirida pela Klabin em 1934, o parque tem área de 11.196 hectares, dos quais mais de 75% são ocupados por matas nativas preservadas. São 1.381 espécies de plantas e lá vivem 200 animais de 44 espécies, sendo cinco répteis, 18 aves e 21 mamíferos, que são cuidados diariamente.

Entre eles estão o puma, o veado-da-mão-curta, a anta brasileira e o bugio-ruivo, além de espécies em extinção, como a jacutinga, e algumas em risco de extinção, como o papagaio-do-peito-roxo e o lobo-guará. Fora isso existem os animais livres dentro do parque. Estão catalogados 136 mamíferos; 457 das 750 aves existentes no Paraná; e 43 anfíbios.



De acordo com Camargo, dos 300 animais que chegaram ao parque no ano passado, 33% foram devolvidos à natureza. No dia em que a reportagem da FOLHA esteve no parque, uma coruja foi solta, depois de ter passado por um processo de reabilitação.

O parque possui também o Centro de Interpretação da Natureza Frans Krajcberg, que foi inaugurado durante a Eco92, no qual há um pequeno auditório para a realização de palestras. Há também uma trilha ecológica com uma extensão de 3.000 metros, com pontes, rios e cachoeiras.

Além disso, a Klabin mantém a RPPN (Reserva Particular do Patrimônio Natural) Estadual Fazenda Monte Alegre de 3.852,30 hectares, na qual contribui para a manutenção de espécies da região, formando corredores ecológicos.
Vítor Ogawa
Reportagem Local
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