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Segunda-feira, 24 de Julho de 2017
Geral
18/06/2013

Há seis meses, tragédia provocou comoção

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Londrina - Apesar do tempo decorrido, um acidente ocorrido na Rodovia Carlos João Strass em dezembro do ano passado ainda deixa marcas nos profissionais que atenderam a ocorrência. O desastre aconteceu às 11 horas, quando um adolescente de 16 anos pegou o carro escondido dos pais, perdeu o controle do veículo e se chocou contra outro veículo, em que estavam um casal e um bebê de 2 meses, de Bela Vista do Paraíso.
O choque foi tão violento que a criança, que estava no bebê conforto, foi arremessada para baixo do banco do passageiro. A criança sofreu um corte na cabeça e quebrou o braço esquerdo. A mãe foi encaminhada ao hospital em estado grave e morreu dias depois. A reportagem procurou o marido da vítima para comentar o assunto, mas ele não quis dar entrevista.
O adolescente que conduzia o veículo estava na companhia de dois amigos, também menores de idade.
A FOLHA esteve no local e presenciou o comportamento do garoto diante do acidente. O adolescente não esboçava nenhuma reação, nem mesmo com a chegada da mãe que denunciava desesperadamente o ato de irresponsabilidade do filho.
"O sargento que estava no local não se conformou e levou o adolescente pelos braços até a ambulância. Nós queríamos que ele visse o estado das vítimas. Não adianta. Nessas horas o lado pessoal fala mais alto porque nós também temos família, filhos. Todo mundo ficou chocado", comenta o soldado Marcelo Aparecido de Macedo, que atua há 17 anos no Corpo de Bombeiros em Londrina e há dez no Siate.
Macedo ainda lembra que o caso gerou muita comoção, principalmente por envolver um adolescente condutor e por vitimizar um bebê de poucos meses de vida. "Já atendi muitos acidentes envolvendo carros e motos conduzidos por adolescentes, mas aquele ficou muito marcado. Na rotina de trabalho percebo o quanto os adolescentes assumem riscos, pois quando se envolvem em acidentes, muitos são com gravidade. Eles não têm idade para assumir essa responsabilidade, não têm experiência para pilotar, não passaram por cursos teóricos e práticos e não têm noção nenhuma de direção defensiva", critica.(M.O.)
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