VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso gratuito ao
conteúdo Folha de Londrina
   ou   
para ter acesso ao melhor conteúdo do Estado.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Domingo, 28 de Agosto de 2016
Geral
20/08/2012

Escassez ou excesso de chuva interfere na mortalidade infantil, mostra pesquisa da USP

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

São Paulo – O volume de chuva, tanto o excesso quanto o déficit, contribui para o aumento da mortalidade infantil, aponta pesquisa da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP). O estudo faz uma análise espacial do estado de Pernambuco e associa as regiões mais chuvosas e mais secas à morte de crianças com até um ano de idade. Ao relacionar esses indicadores, a pesquisa observou mortalidade maior que a média estadual. No período analisado, de 2001 a 2003, a taxa era 40 mortes para cada mil nascidos vivos.

A sanitarista Aparecida Guilherme da Rocha, autora da pesquisa, destaca que, embora já existam trabalhos que relacionem a mortalidade infantil a uma situação de saneamento básico precário, não havia sido comprovada a associação disso com a oscilação pluviométrica. "[A chuva] É mais um elemento de reforço para as mortes", explica. Ela aponta que no período de seca, por exemplo, a água fica mais escassa e, portanto, mais sujeita à contaminação.

A pesquisa destaca, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que 88% dos casos de diarreia no mundo são causados pela ingestão de água contaminada ou pela ausência de água para as práticas de higiene, além da falta de saneamento básico.

Foram investigados 184 municípios pernambucanos, excluindo-se apenas Fernando de Noronha. A análise divide as cidades em semiáridas, 122 do total, e não semiáridas, com 62 municípios. As cidades mais secas têm média pluviométrica abaixo de 800 milímetros por ano. Após reunir dados do Laboratório de Meteorologia de Pernambuco (Lamepe), Aparecida Guilherme selecionou os três anos mais chuvosos e os três mais secos.

A pesquisadora informou ainda que regiões com Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) mais elevado e, portanto, com melhores condições de saneamento, são menos afetadas pelo efeito da chuva. "Na região metropolitana do Recife, por exemplo, não percebemos a associação dos casos de mortalidade com o aumento da chuva ou com a escassez. É uma região com condições socioeconômicas melhores", avalia.

Ela ressalta que essa observação reforça a existência de outros fatores que influenciam os índices de mortalidade infantil. "A chuva contribui sim, mas não é o único fator", destaca. Nesse sentido, Aparecida aposta que o impacto da chuva pode ser minimizado com políticas públicas de saneamento, saúde e desenvolvimento social, focadas nos municípios mais críticos.

Na região do semiárido pernambucano, as cidades mais impactadas pela chuva foram: Camocim de São Félix, Carnaubeira da Penha, Ibirajuba, Lagoa Grande, Ouricuri, Salgueiro, Santa Cruz, São Bento do Una e Tacaratu. Na região da Mata (não semiárido), as cidades de Água Preta, Amaraji, Barreiros, Gameleira, Joaquim Nabuco, Maraial, Palmares, Paudalho, Ribeirão, Rio Formoso, São José da Coroa Grande, Tamandaré e Xexéu tiveram mais mortes relacionadas ao volume de chuva.
Redação FolhaWeb com EBC
Continue lendo
8
Continue Lendo
Assine a Folha de Londrina
EDITORIAS
PolíticaGeralMundoCidadesEconomiaEsporteFolha 2OpiniãoÍndice de Notícias
SEÇÕES
ChargeColunistasIndicadoresTempoHoróscopoEdição DigitalGaleria de FotosClassificadosCadernos EspeciaisPromoçõesLoterias
SEMANAIS
ReportagemFolha GenteCarro & CiaImobiliária & CiaSaúdeEmpregos & ConcursosFolha CidadaniaNorte PioneiroCasa & ConfortoMercado DigitalFolha da SextaFolha Rural
CLASSIFICADOS
VrumLugar CertoFolha ClassificadosDiversos
SERVIÇOS
ComercialArquivoCapa do ImpressoExpedienteClube do AssinanteFale ConoscoAviso LegalPolítica de PrivacidadeTrabalhe ConoscoQuem SomosGuia GastronômicoAssine Já!
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados