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Geral
09/11/2017
JARDIM LEONOR

Colégio Militar de Londrina abre as portas no início de 2018

Pais, mães, alunos e representantes da comunidade escolar estiveram em Curitiba nesta quarta-feira (8) para conhecer a estrutura e a metodologia de ensino

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Curitiba – Faltam apenas alguns trâmites burocráticos para que o primeiro Colégio da Polícia Militar do interior do Paraná abra suas portas. A unidade vai funcionar onde é hoje o Colégio Estadual São José, no Jardim Leonor, zona oeste de Londrina. Nessa quarta-feira (8), um grupo de aproximadamente 30 pessoas, entre pais, mães, alunos e representantes da comunidade, esteve em Curitiba para conhecer a estrutura da escola na capital e a metodologia de ensino utilizada. A expectativa é de que sejam abertas pelo menos 120 novas vagas, para filhos de militares e de civis. O governo deve investir em torno de R$ 760 mil na reforma do prédio.
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De acordo com o deputado estadual Tiago Amaral (PSB), um dos incentivadores da proposta, os cerca de 300 estudantes do São José terão o direito de seguir na instituição, sem a necessidade de realizar concurso específico. "Como o que está sendo construído é em conjunto com a comunidade, o primeiro passo foi não tirar a comunidade de lá. Tanto os alunos como os professores que tiverem vontade e disposição, lógico, se adaptando à metodologia, poderão ficar", contou. "A definição do número de vagas ainda não está fechada, justamente por isso. Mas serão abertas turmas do sexto ano [do Ensino Fundamental] e do primeiro ano [do Ensino Médio]. A gente acredita que mais pelo menos 60 vagas de cada uma."

Em Curitiba, 60% das vagas são preenchidas por filhos de militares e 40% por civis, que realizam uma espécie de vestibulinho. "Já temos um planejamento de edital do teste classificatório, para caso consigamos tecnicamente abrir, mas depende da assinatura de decretos, reformas, parte técnica e preparação de efetivo", explicou o comandante do CPM, major Marcelo Toniolo. Segundo ele, a ideia é que tudo esteja pronto para o início do ano letivo. A proposta pedagógica será a mesma da capital, assim como o regulamento. O ensino não é integral, entretanto, como há uma grande oferta de atividades esportivas e artísticas no contraturno, os estudantes acabam ficando na escola praticamente o dia todo.

Ainda segundo o major, a expansão para outras cidades do Paraná já era pensada há algum tempo, mas precisava ser muito bem planejada. Em 2011, a PM e o governo cogitaram que o Colégio Estadual Barão do Rio Branco (Jardim Petrópolis, zona sul) recebesse a unidade. O espaço, porém, foi considerado pequeno. "Existe todo um caminho legal para a implantação. Esse estabelecimento que existe, o São José, era pouco aproveitado [a capacidade seria de mil vagas], com número de alunos pequeno e perigo de extinção. Não iríamos tomar um colégio e militarizar", justificou.

VISITA

O ônibus chegou de Londrina por volta das 7 horas. Depois do café da manhã e do Hino Nacional, o grupo ouviu uma apresentação do major Toniolo sobre o colégio e, então, visitou as dependências. "Não existe educação sem disciplina, seja ela militar ou não militar. O nosso diferencial são as regras. Nós nos comprometemos, fiscalizamos e cobramos", disse o comandante.

Pais e alunos mostraram empolgação ao conhecer a quadra coberta, a piscina aquecida e presenciar uma exibição de atletas que praticam triathlon. "Vai ser muito melhor [a mudança]. Já estou até querendo vir para cá", comentou Paola Naiara, de 15 anos, que cursa o nono ano no São José e pretende entrar no Exército. "Agora só falta conseguir. Vai ser difícil no começo, mas a gente se acostuma", completou.

A faxineira Rosa Maria Peixoto, que tem dois filhos no colégio, um de 18 e um de 13 anos, contou que, com exceção do frio que fazia na capital, adorou tudo o que viu. "Bom vai ser. Só falta o pessoal de Londrina se adaptar, que é uma coisa trabalhosa. É organizado? É organizado. É bonito? É bonito. Mas temos que colocar em prática. Eu como mãe estou empolgada. Espero que meus filhos também fiquem. A empolgação tem que vir deles, né, que vão estudar". Ela também não mostrou preocupação com o rigor da educação militar. "Na vida, você tendo disciplina chega em qualquer lugar".

Para o estudante do segundo ano do Ensino Médio Matheus Kalizak, de 16, a mudança será "essencial". "Quero ingressar na carreira militar e, assim, já vou pegar o ritmo. Acho que também vai ser importante para a cidade e a comunidade. É um novo jeito que a educação vai chegar, com mais força e qualidade, mais oportunidades. A gente vê em notas e provas que o colégio de Curitiba é muito bom e acredito que lá [em Londrina] também vai ser", opinou. Depois da visita, a comitiva seguiu para a Academia do Guatupê, para o almoço e, à tarde, foi recebida pelo governador, no Palácio Iguaçu.
Mariana Franco Ramos
Reportagem Local
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