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Sábado, 24 de Junho de 2017
Geral
21/04/2017

BARRIS DE PÓLVORA - Doenças fazem parte da rotina nas carceragens

Em Marilândia do Sul, presos foram diagnosticados com tuberculose; doenças de pele também são comuns entre os detentos

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Anderson Coelho
Anderson Coelho - Carceragem da Delegacia de Ibiporã registrou duas fugas em massa em pouco mais de três meses
Carceragem da Delegacia de Ibiporã registrou duas fugas em massa em pouco mais de três meses


Nos últimos seis meses, 12 detentos que estavam na carceragem da Delegacia de Marilândia do Sul apresentaram sintomas de tuberculose e foram transferidos para Curitiba. Após exames, a doença foi constatada em nove presos. Outro detento foi diagnosticado com broncopneumonia. Destes, apenas dois retornaram a Marilândia do Sul depois que os resultados descartaram as doenças.

As informações são do delegado Felipe Ribeiro Rodrigues, responsável pela unidade. Rodrigues já ocupou o cargo de delegado na Paraíba e destaca que "lá não tem preso em delegacia há muito tempo". Até esta quinta-feira (20), 38 presos ocupavam as celas que têm capacidade para abrigar oito internos.

Assim como na maioria das delegacias do interior do Paraná, a falta de profissionais inviabiliza o andamento das investigações em Marilândia do Sul. Até o início de abril, cinco agentes de cadeia temporários haviam sido designados pelo Departamento Penitenciário do Estado (Depen) para atuar na unidade, mas isso apenas amenizou o problema, conforme o delegado. "Aqui não tem banho de sol. Se a gente for retirar os presos para o banho de sol, isso gera um risco à segurança da população. A delegacia fica no centro da cidade, ao lado do Fórum", explica Rodrigues. Doenças de pele também são comuns entre os presos.

A mãe de um detento está revoltada com a precariedade da carceragem. "Não é porque ele está pagando pelo que fez que tem que ficar igual cachorro. Ele está dormindo em um lençol amarrado como se fosse rede porque não tem cama. A superlotação é muito grande", reclama.

Na Cadeia Pública de Ibiporã (Região Metropolitana de Londrina), o problema são as fugas constantes. Em março, 30 presos escaparam por um buraco aberto em uma das celas. Na ocasião, mais de 120 homens ocupavam o espaço, que deveria abrigar 36. Em dezembro, 35 já haviam fugido.

"A situação de superlotação é rotina e há a possibilidade de haver outras fugas. Vamos tentar reformar o espaço para fortalecer estrutura", destaca o delegado Vitor Dutra de Oliveira. Nesta quinta-feira (20), 145 presos estavam na carceragem de Ibiporã.

Em Londrina, integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) fizeram duas vistorias na carceragem da Central de Flagrantes (antigo 4º Distrito Policial), na zona sul. Segundo a coordenadora da comissão, Fabíola Larissa Mattoso, a fiscalização foi feita a pedido dos próprios funcionários da unidade. No início de março, foi constatado que presos têm feridas expostas, vários problemas de saúde e ainda há casos de suspeita de tuberculose. A falta de ventilação e de iluminação no ambiente também foram relatadas no documento.

No início de abril, na segunda vistoria, foi constatada superlotação. Havia 66 detentos no local com capacidade para abrigar 36. Ofícios foram encaminhados à Vara de Execuções Penais (VEP) de Londrina com pedidos de providência.

"É um completo descaso. Não existe investimento adequado e os presos também precisam cumprir a pena com o mínimo de dignidade para que não voltem ao mundo do crime. Hoje o sistema está falido. Os problemas de saúde também prejudicam os funcionários. É descaso com todos que estão ali", avalia a advogada.

A assessoria de imprensa do Depen, órgão ligado à Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp), informou que não teve acesso aos ofícios encaminhados pela comissão da OAB-Londrina. A transferência de presos é realizada constantemente.
Viviani Costa
Reportagem Local
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