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Folha Rural
15/09/2012

Redução de tarifas vai gerar benefícios também no campo

Ministério do Desenvolvimento Agrário prevê redução dos custos em até 28%

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No Paraná, propriedades rurais produtivas instaladas no Estado já recebem subsídio

Brasília - A agricultura também será beneficiada pela redução das tarifas de energia, disse o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, ao participar essa semana da solenidade em que o governo detalhou as medidas. Vargas destacou que tanto a redução prevista para os consumidores residenciais, de 16,2%, quanto a estimada para o setor produtivo, de até 28%, terão impactos no setor agropecuário.
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''(A medida) reduz (o custo) para o agricultor que gasta energia na agroindústria, reduz para o que faz irrigação, reduz para a agricultura familiar. Se for (um consumidor) de alta tensão, cai até 28%, se for de baixa tensão cai 16%. Para todos, há benefício'', afirmou o ministro.
Essa semana o governo federal anunciou as condições da redução de tarifas de energia para consumidores industriais e residenciais. Para viabilizar a redução de tarifas, o governo vai cessar a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), encargo pago para financiar o uso de combustíveis para geração de energia termelétrica em sistemas isolados, e a Reserva Global de Reversão (RGR), que é paga para indenizar os investidores por possíveis reversões de concessão do serviço de energia elétrica. A Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), que subsidia tarifas de energia dos consumidores de baixa renda, será reduzida a 25% do valor original.
Paraná
Na avaliação do assessor técnico e econômico da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), Nilson Hanke Camargo, as medidas não devem trazer mudanças significativas para os setor agropecuário paranaense. ''Somente depois de um mês em operação, poderemos mensurar os possíveis impactos da medida, mas ela não deve ter reflexo no setor'', afirma.
As propriedades rurais produtivas instaladas no Estado já recebem subsídio tarifário da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), com diferimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e tarifas que podem ser até 60% menores do que o valor cobrado na área urbana, variando conforme a atividade desenvolvida na propriedade. Além disso, alguns produtores também são beneficiados com subsídio adicional para uso de energia durante os horários de carga leve, em atividades como irrigação noturna, avicultura, suinocultura ou pecuária leiteira.
O assessor técnico e econômico da Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), Flávio Turra, explica que os produtores paranaenses fazem uso de energia elétrica de baixa tensão e, portanto, serão beneficiados com redução de 16% nos encargos. ''Independente dos benefícios tarifários, a conta do agricultor vai diminuir na mesma proporção que a do consumidor urbano'', afirma. No caso das agroindústrias, a redução tributária estimada será em torno de 20%. Apesar de positivo, Turra explica que o benefício não deve trazer impacto significativo para o setor porque o consumo de energia elétrica não representa grande parcela do custo de produção agropecuário. (Colaborou Mariana Fabre/Reportagem Local)
Agência Brasil
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