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Folha Rural
21/10/2017

Da padaria para a leiteria: uma decisão acertada

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Ricardo Chicarelli
Ricardo Chicarelli - A produção de leite de alta qualidade garante mercado em crescimento para Valdeir Martins, que cuida de todos os processos da cadeia: da produção à entrega no mercado
A produção de leite de alta qualidade garante mercado em crescimento para Valdeir Martins, que cuida de todos os processos da cadeia: da produção à entrega no mercado

Foi em 1994 quando o londrinense Valdeir Martins resolveu transformar sua vida: deixou o ramo de panificação para trabalhar como produtor de leite. Dentro da cidade, adquiriu uma propriedade de 33 hectares – local que já era uma leiteria – mas desde o início tinha uma convicção, iria produzir qualidade acima de tudo.
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Hoje, quando olha a situação de muitos companheiros que produzem o leite comum vendido para a indústria, não tem dúvidas de que fez uma escolha perfeita. Valdeir atua em todas as pontas da cadeia, desde a produção, passando pela pasteurização, envase e até a logística de entrega para mercados e outros clientes. "A produção normal não tem rentabilidade. Esses caras são heróis. Hoje o consumidor paga num leite longa vida metade do preço de um litro de água. É um absurdo. Se trata de um leite sem qualidade. O produtor acaba sendo prejudicado por isso, porque tem um excesso do produto no mercado e o preço caindo."

Na propriedade de Martins, o leite é tipo A – a marca se chama De Leite – e é certificada em relação a brucelose e tuberculose, com um veterinário responsável. Com o auxílio de seis funcionários, o produtor e a esposa trabalham com aproximadamente 200 vacas holandesas e jersolandas (cruzamento), com uma produção diária de aproximadamente 1,5 mil litros. "Começamos com 100 animais e produção de 600 litros dia. Hoje comercializo diariamente em torno de 1,3 mil litros."



Tudo parece rodar na engrenagem atualmente, mas a verdade é que o início não foi fácil. Emplacar a marca no mercado demorou anos. Martins relata que no início os estabelecimentos e o consumidor não confiavam no produto. De 2006 para cá a situação melhorou e o ápice veio quando a Operação Leite Compensado ganhou a mídia em 2013, tratando de um mega esquema de adulteração de leite deflagrada no Rio Grande do Sul e que atingiu diversos estados, inclusive o Paraná. "O pessoal não sabia direito o que era leite A, e com essas fraudes os consumidores começaram a descobrir. Hoje eles pagam pelo produto sem questionar."

O valor de comercialização do leite de Martins fica na casa de R$ 3,20 o litro para o consumidor. O custo de produção também é mais elevado – em torno de R$ 1,80 – quando se trata de todo o caminho do leite: desde a manutenção dos 200 animais, indústria, energia, e toda a logística para a entrega. A propriedade como um todo está nessa conta. "Me lembro que no início vendia o leite mais barato que o tipo C. Ninguém me conhecia e não acreditavam no produto. Aos poucos a nossa qualidade foi aparecendo. Nunca fiz gambiarra na produção, quando não tinha, não atendia o cliente, e assim a confiança em nós foi aumentando."

Dentro da propriedade, além dos bons animais e um acompanhamento veterinário, ele relata que produz silagem e os alimenta o ano todo dessa forma. A complementação vem com uma ração de boa qualidade e suplementação idem. "Não dá pra fazer um produto bom usando mercadoria de segunda. A gente sempre tenta negociar os preços com os fornecedores. Outro ponto é que alimentamos os animais sem forçar a produtividade deles. A média na propriedade é de 25 a 30 litros por vaca dia".

Para o futuro, ele imagina um crescimento de produção gradativo, sem "forçar a barra". "Tenho clientes que começaram bebendo meu leite quando criança e hoje já são pais. Agora a nossa demanda cresce sem esforço. Tenho um filho que trabalha na cidade, no passado viu nosso sofrimento e não quis saber muito da sucessão, mas agora está pensando em retornar e dar continuidade ao negócio", comemora.
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