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Folha Mais
15/04/2017

O bê-a-bá da saúde emocional

Pais e professores devem incentivar as crianças a lidarem com os sentimentos desde cedo. Entidade oferece diversos programas de capacitação

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Raiva, medo, alegria, ansiedade, ciúmes, inveja. Sentimentos normais e comuns a todos nós, mas muitas vezes reprimidos. Aprendemos desde pequenos que não devemos ter medo, que sentir ciúmes, inveja ou raiva é muito feio e que só os sentimentos bons são aceitáveis. No dia a dia, porém, eles aparecem e, ao não sabermos lidar com eles, os resultados podem ser desastrosos. Ensinar as crianças a lidar com seus sentimentos, reconhecendo que eles existem e sabendo expressá-los são alguns dos objetivos da Associação pela Saúde Emocional das Crianças (Asec).
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Fundada em 2004, a entidade oferece diversos programas para capacitar pais e professores a transmitir esses ensinamentos aos pequenos. Tania Paris, fundadora da Asec, explica que há a saúde física, promovida pelas vacinas, aleitamento materno e a alimentação, e a saúde emocional. Os programas oferecidos pela Asec – Amigos do Zippy, Amigos do Maçã e Passaporte são promotores dessa saúde mental ou emocional.

"As crianças aprendem a lidar com as condições difíceis da vida. Ao estudar o que precisam para lidar com as dificuldades, cria-se habilidades para lidar com os momentos ruins. Os adultos de nossa geração não foram educados para aprender a lidar com as emoções, alguns acabam até deseducando as crianças, por exemplo quando dizem 'não sinta raiva', ou 'não sinta medo'. Os pais desconhecem que não podemos não sentir algo. E como as crianças acreditam nos pais, passam a mascarar seus sentimentos. O be-a-bá da saúde emocional é reconhecer e lidar com o sentimento. Devemos dizer que a raiva é uma reação natural do nosso ser quando perdemos algo. Ao mascarar sentimentos, nos afastamos de nós. Aí quando acontece algo muito ruim não sabemos lidar com isso. Se a criança diz que tem medo, devemos acolher essa criança", recomenda.

Tania reforça que ao aprender a lidar com suas emoções, as crianças se tornam mais eficazes. Ao invés de fazer birra, ela identifica o sentimento, se comunica com os pais e evita conflitos. Outra vantagem é reduzir o sofrimento, pois ao fazer birra vai se indispor com os pais. "A criança que faz birra não tem habilidade de se comunicar. Se ela tiver essa habilidade, ao se indispor com um colega ela vai se expressar e não sair batendo. Futuramente, isso vai formar adultos mais assertivos, mais produtivos e mais felizes", ressalta.

Segundo a especialista, entre os resultados percebidos no ambiente escolar, estão crianças mais solidárias, com redução do comportamento agressivo, aumento da autoestima por ganho de autonomia, prazer em ir para a escola, que por sua vez se torna um ambiente emocionalmente seguro.

Tania aponta que os pais podem trabalhar esses conceitos em casa, embora a escola seja um ambiente onde haja mais diversidade, enquanto no ambiente familiar todos têm os mesmos valores. Os pais devem acolher os sentimentos e mostrar como algo natural, dizendo que também sentem aquilo. E ampliar a possibilidade de lidar com aquilo, perguntando para a criança como ela reagiria, não dizendo como deve ser feito.

Se a criança sente raiva e acha que pode melhorar isso jogando videogame, é o jeito dela, não o dos pais para resolver a situação. "Os pais não devem dar respostas, apenas fazer as perguntas. A criança é um ser diferente, deve descobrir as respostas e promover suas descobertas. Quando descobrem, é algo delas. Dar respostas prontas não educa."
Érika Gonçalves
Reportagem Local
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