VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Terça-feira, 25 de Abril de 2017
Folha Mais
15/04/2017

A emoção que vem da música

Pianista fala sobre como os sons podem influenciar nossos sentimentos em diversos momentos

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

Capaz de mexer profundamente com os sentidos, as músicas embalam praticamente todos os nossos momentos. Do exercício na academia à faxina em casa, da viagem dos sonhos à fossa pela perda do namorado, ela está sempre presente e mexe com o corpo e a alma. Quem resiste a sacudir pelo menos os pés quando toca sua música preferida durante a fila no supermercado?

Daniela Tsi Berger, pianista e professora da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, explica que os músicos sempre buscam a emoção durante a execução de uma peça. "Todas as músicas têm o que chamamos de caráter, que seria a 'emoção' da música e o nosso objetivo é transmitir o caráter dessa música. Alguns compositores, inclusive, já deixam escrito o caráter que a música deve ter. Pode ser dengoso, terno, triste, íntimo, alegre, nervoso, entre outros. O caráter da música irá determinar como o músico deve executá-la, se de forma mais rápida, devagar. A emoção na música vem disso", explica.

A professora conta que as notas escolhidas também podem influenciar um pouco no sentimento que a música passa, mas essa não é uma regra geral. "Em geral as tonalidades menores são mais tristes, mas há exceções. É preciso combinar os fatores para expressar a emoção."

Ao compor uma música, Daniela afirma que o autor pode se basear ou não na letra já composta. Se a música deve acompanhar uma coreografia, pode também se basear nela. Outra área onde a música é fundamental é o cinema. "A trilha sonora vai do efeito que o diretor pede. Filme de terror sem a música não tem o mesmo efeito, tanto é que quando não quero me impressionar muito, eu tiro o som da cena e pronto!", conta.

Mesmo com a intenção do compositor em transmitir determinadas emoções, ela explica que gostar ou não da música ou de determinado gênero é algo que irá variar de pessoa para pessoa, segundo sua educação musical e também segundo o momento. "Há quem diga que não gosta de música clássica, porém ama a Marcha Nupcial. Essa é uma música clássica. Outro caso curioso é a 'música do gás'. Até algum tempo era uma das mais pedidas pelos alunos, todos queriam aprender e agora ninguém suporta mais."

A pianista também é fisioterapeuta e conta que ao usar composições de Mozart com uma paciente com paralisia cerebral percebeu que esta ficava mais relaxada. "Existem vários médicos que operam ouvindo música clássica, pois dizem que ela relaxa e ajuda na concentração. Na execução de uma música utilizamos os dois hemisférios cerebrais, o direito, que é a parte lógica, e o esquerdo, que é a parte da emoção. A música explora todo o nosso corpo", finaliza.
Érika Gonçalves
Reportagem Local
Continue lendo
12
Assine a Folha de Londrina
EDITORIAS
PolíticaGeralMundoCidadesEconomiaEsporteFolha 2OpiniãoFolha MaisEleições 2016Índice de Notícias
SEÇÕES
ChargeColunistasIndicadoresTempoHoróscopoEdição DigitalGaleria de FotosClassificadosCadernos EspeciaisPromoçõesLoterias
SEMANAIS
Folha GenteCarro & CiaImobiliária & CiaSaúdeEmpregos & ConcursosFolha CidadaniaNorte PioneiroMercado DigitalFolha RuralReportagemCozinha & Sabor
CLASSIFICADOS
VrumLugar CertoFolha ClassificadosDiversos
SERVIÇOS
ComercialArquivoCapa do ImpressoExpedienteClube do AssinanteFale ConoscoAviso LegalPolítica de PrivacidadeTrabalhe ConoscoQuem SomosGuia GastronômicoAssine Já!
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados