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Quinta-feira, 25 de Maio de 2017
Folha Gente
17/01/2010

Todas as cores do mundo

Com humor e desenhos, o paranaense Nilson Sampaio conquista cada vez mais espaço

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Vencedor do Salão de Paraguaçu Paulista em 2005, Sampaio já expôs na França, Itália, Bélgica e Madri

Ele costuma dizer que aprendeu a desenhar antes mesmo de aprender a falar. Pode não ser exagero. Com apenas cinco anos, o paranaense Nilson Sampaio já negociava seus desenhos com amigos da família. Foi com essa idade que trocou um de seus trabalhos por uma tela e tintas e começou a pintar. A partir daí, fazer algo diferente para viver estava fora de cogitação. Sampaio formou-se na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, vendeu muitos quadros e expôs em muitas galerias antes de ter seu nome reconhecido nos salões de humor brasileiros.
É que para juntar o desenho com humor demorou o tempo necessário para o refinamento da ironia. Hoje, ele coleciona histórias bizarras e bem-humoradas de vida, muitas delas expressadas em quadrinhos e no traço peculiar do seu desenho que começa a ganhar o mundo. Vencedor do Salão de Paraguaçu Paulista em 2005, Sampaio já expôs na França, Itália, Bélgica e Madri.
Na Espanha ficou por cinco meses em uma viagem de pesquisa. Chegando lá, encontrou na praça da capital um caricaturista que o abordou, perguntando: ''Quer fazer uma caricatura?'' Quis. Sentou com papel e caneta e fez um desenho do artista que o abordou. Até hoje são amigos. A maneira original de abordar e contar histórias, aliás, incluiu alguns nomes famosos no seu círculo de amigos.
No salão de Foz do Iguaçu, por exemplo, aproximou-se da mulher de Luiz Fernando Veríssimo, enquanto aguardava a imensa fila de autógrafos para tentar falar com o escritor. Conseguiu, e ainda fez piada: ''Adoro aquele seu livro 'Como fazer amigos e influenciar pessoas'. Mudou minha vida''. Veríssimo, claro, disse que não havia escrito o livro e acreditou na brincadeira até Sampaio desfazer o mal-entendido - feito propositalmente - com mais piadas. Depois disso se encontraram outras vezes e o escritor famoso sempre lembra do episódio.
Com Ziraldo foi semelhante. Fez o cartunista ilustre saber que ele tinha interrompido as publicações dos seus personagens, Cuca & Racha, quando assumiu um cargo no Jornal do Brasil. Ziraldo achava que o autor das tiras, Sampaio, era um espanhol e queria dar mais espaço aos brasileiros. Para desfazer o equívoco e desculpar-se com o paranaense, escreveu um prefácio do livro de tiras dos personagens - um casal de baratas - que o autor pretende publicar ainda este ano.
As tiras, apenas parte do trabalho do autor, já foram publicadas no Paraná, Rio Grande do Sul e em outros periódicos brasileiros, mas agora ele está focando seu trabalho nas ilustrações. Desde 2004, ilustra cartilhas educativas de uma empresa de telecomunicações. A cartilha já foi abraçada por fundações como a de Xuxa Meneghel e da Rainha Sofia. Por conta disso, o blog em que ele divulga seus trabalhos (www.cucaeracha2.blogspot.com) já chegou a ter 150 mil acessos em um único dia.
Nascido na cidade de Alvorada, Sampaio veio para Curitiba com apenas cinco meses e, portanto, já se considera um curitibano. É na capital que ele mantém o estúdio onde produz os trabalhos autorais e outros publicitários. Quando o assunto é mercado, aliás, o humor reduz, mas não expira: ''Acho que piorou nos últimos tempos, mas dá para sobreviver''. No ano passado, ele teve seu trabalho incluido no livro Tiras de Letra, da editora paulista Virgo.
Em 2010, além de publicar o livro ainda inédito dos personagens Cuca & Racha, quer investir em publicações didáticas e já prepara nova exposição de desenhos para abril. Aos 34 anos e com um futuro colorido pela frente, é de se esperar coisa boa. Para Sampaio, ainda há muitos lápis para serem apontados.
Katia Michelle
Equipe da Folha
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