VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Folha Gente
28/08/2016

Além do senso estético

Treinado por Ivo Pitanguy, cirurgião plástico paranaense fala da busca pela beleza nos consultórios e das novidades neste segmento

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

Celso Pacheco
Celso Pacheco -
"Hoje se busca uma aparência mais natural e não o caricato", diz Walter Zamarian Júnior, natural de Cornélio Procópio e radicado em Londrina

Nas recordações da infância surge uma lembrança que permeia a memória do cirurgião plástico Walter Zamarian Júnior. É a imagem do menino observando com carinho o pai no consultório. Zamarian carrega com orgulho não só o nome que herdou, mas também o talento para a carreira escolhida dando continuidade ao trabalho do pai na região de Londrina.

E foi com esse apreço pela profissão que o jovem nascido em Cornélio Procópio, estudioso e fluente em cinco idiomas concluiu o curso de medicina e cirurgia geral na Universidade Estadual de Londrina (UEL). Em seguida teve a oportunidade de realizar a pós-graduação na clínica do renomado cirurgião plástico Ivo Pitanguy – que morreu no início deste mês. O feito é para poucos: apenas 12 alunos são escolhidos, sendo seis brasileiros e seis estrangeiros. Zamarian foi escolhido para atuar na própria clínica de Pitanguy, mentor que o seu pai também teve. Uma vez lá, pôde conhecer os colegas do pai e aprofundar o aprendizado com Pitanguy, por quem guarda grande admiração. "Foi uma enorme satisfação poder conhecer os colegas do meu pai e o Pitanguy que não só se lembrou do meu pai como de várias passagens que teve com ele", orgulha-se.
Tendo perdido o pai com apenas 9 anos de idade essa experiência deixou mais que um legado profissional, mas que Zamarian carrega para a vida. Outra lição que o mentor deixou para seus alunos foi o aprendizado humano dentro da cirurgia plástica. "Ele tinha um lado filantrópico de cirurgias reparadoras", explica. Era possível observar a gama de pessoas que compunham seus pacientes, desde chefes de estado, príncipes e celebridades, até as pessoas mais humildes. "Frequentemente eu faço esse tipo de cirurgia tentando retribuir no lado humano. A voz dos conhecimentos ecoa pelos alunos que transmitem o aprendizado para as novas gerações", avalia.
Pitanguy teve o mérito de buscar as principais técnicas e difundi-las não só no Brasil como no mundo. Zamarian também pensa assim e, por isso, organiza para Londrina um curso de técnicas de preenchimento. Conhecimento adquirido nos Estados Unidos e no Canadá que ele pretende compartilhar com os colegas. "Essa técnica é muito menos invasiva e corrige detalhes na face que antes eram resolvidos apenas com cirurgia. Esse procedimento é sutil e realizado no próprio consultório, a paciente sai pronta", revela.
Antigamente eram abordadas três áreas da face, hoje essa técnica abrange 15 áreas. "Nem todos podem aperfeiçoar a carreira fora do País. Difundir esse conhecimento é proporcionar qualidade no serviço, você pode fazer aquilo que dá menos complicação e melhor resultado", afirma Zamarian.
O cirurgião que realiza cerca de 550 cirurgias por ano conta que um dos procedimentos mais requisitados é a cirurgia de mamas. Outras intervenções que completam o ranking são as de nariz, lifting da face e pálpebras. Já a bichectomia (retirada da gordurinha da bochecha) e o implante de silicone nos glúteos compõem os pedidos que vêm aumentando.
O médico observa, porém, uma mudança de consciência na busca por procedimentos estéticos. Ele acredita que hoje em dia os pacientes chegam ao consultório mais esclarecidos e com uma ideia mais viável do que pode ser feito. "Hoje se busca uma aparência mais natural e não o caricato. Dentro disso, procuro trazer o paciente para a realidade do que pode ser melhorado ou do que não pode ser feito", destaca.
A ideia de que atriz famosa fica pronta quando sai do centro cirúrgico não existe, explica Zamarian. "Vai ficar roxa e inchada sim. Costumo dizer que tirando a minha sogra que não fica roxa, todo mundo fica", descontrai o cirurgião.
Para ele, a cirurgia plástica tem uma missão além da beleza, mas de ajudar as pessoas a buscar um equilíbrio entre mente e corpo. "Até que ponto que esteticamente você não está reparando emocionalmente? Até quando você repara a função isso se estende à estética. É uma linha muito tênue", pondera.
Quando sai do consultório, o médico garante que desliga a capacidade de análise do corpo humano. E dessa forma se desconecta da rotina de cirurgião plástico. Gosta de estudar sobre outros assuntos, como fotografia e vinhos. E, mais recentemente, fez um curso de web designer que possibilitou o desenvolvimento do seu próprio site.
Mas, atualmente, é para família que Zamarian dedica o seu tempo livre. "Meu maior hobby é ser pai, tenho um filho de 11 meses e aguardo ansioso o nascimento da minha filha", enaltece.
E os olhos do cirurgião ganham emoção ao constatar: "a ausência do meu pai está sendo suprida com a minha própria paternidade. E agora isso é tudo que dá sentido à minha vida".
Susan Cruz
Especial para a FOLHA
CONTINUE LENDO

Thiago Nassif

por Karla Matida

Assine a Folha de Londrina
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados