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Folha da Sexta
12/08/2016
ESTILISMO

MODA - Um desfile inusitado

Alunos contam a história da moda com figurinos para bonecas. Viagem no tempo começa nas antigas civilizações até chegar aos dias atuais

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Os alunos da primeira turma de Design de Moda da Unopar foram brindados com desafio dos mais especiais logo no início do semestre: criar roupas para bonecas do tipo Barbie de acordo com períodos históricos. "No curso temos uma disciplina chamada Projeto Integrado, que visa integrar os conteúdos que são ensinados nas disciplinas para que os alunos tenham uma visão sistêmica do curso e do mercado", explica a professora Lórien Crishna Zacarias.
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"Em uma das atividades, desenvolvemos essas bonecas representando cada um dos períodos desde a antiguidade até os dias atuais", diz. "Ao todo foram 23 períodos, começando no Antigo Egito, três mil anos antes de Cristo até 2016", contabiliza. "Brinquei com os alunos que fomos da Cleópatra à Barbie Blogueira."

Para os alunos, a viagem fashion no tempo incluiu uma pesquisa teórica e outra imagética para as referências. "E então fazer a representação usando a boneca, desenvolvendo o produto, que é a roupa, e também cuidando a questão do cabelo e maquiagem", relata Lórien. "A gente queria desenvolver produtos têxteis para que eles já pudessem ter esse envolvimento no primeiro semestre, que é mais teórico. A Barbie tem essa questão mais lúdica, para ser mais divertido também. Muitos alunos contaram que já tinham feito roupas para bonecas."

Segundo a professora, os alunos podiam pedir ajuda para a confecção das roupas, mas muitos já tinham habilidade. "Um aluno até apagou o rosto da boneca e redesenhou para ficar mais coerente com o período que ele estava retratando", lembra. Algumas épocas tiveram mais de uma boneca como representante, resultando em 27 figurinos diferentes. "Vamos fazer uma exposição com todas elas em breve, além de uma revista on-line", antecipa Lórien.

"A gente estuda não só o produto, mas todo o contexto sociocultural, a questão estética da época, os rituais de beleza de cada período, para eles entenderem que tudo isso é um reflexo da sociedade, dos valores, da economia e da política. Eles precisam entender como foi evoluindo até hoje para que estejam preparados para compreender o mercado e a sociedade e para desenvolver produtos para essas pessoas", ensina a professora.

Apesar de liberado, nenhum dos alunos quis fazer roupas para o Ken, deixando a moda masculina de lado. "Na maioria dos períodos, o feminino é mais pomposo e tem mais ornamentos. A indumentária masculina, principalmente a partir da idade média, é muito parecida com a de hoje, com o terno e a gravata", explica.

A professora lembra que os alunos tiveram que desenvolver um produto que não fosse apenas uma reprodução de uma imagem existente. "Temos alguns critérios, mas outras coisas são livre justamente para trabalhar a criatividade dos alunos", diz. Para Lórien, a escolha dos materiais pode demonstrar o espírito criativo do aluno. "Os tecidos hoje são muito diferentes então eles precisam adaptar para dar o mesmo caimento", explica. "Muitos reaproveitaram materiais também, como fazer o chapéu com um pote de Danoninho ou o fone de ouvido a partir de um lacre de garrafa pet."

"A gente queria fazer uma linha do tempo para que os alunos pudessem ver que realmente mudou muita coisa e que muitas coisas não mudaram. Para eles se questionarem o que realmente está se inovando", lembra. "Também é preciso entender que às vezes a gente gosta do mais pomposo, do mais bonito, mas numa época como a Europa feudal, de uma crise muito forte, a roupa teve que se adaptar. O tecido e a mão de obra eram mais escassos, até as classes mais altas tiveram que se adaptar".

Para Lórien, os alunos ainda puderam perceber que por mais que a tecnologia esteja aí, "a técnica para tecer um tecido é muito parecida ainda, é o jeito da pré-história", diz. As discussões em sala de aula também passaram sobre a queda do espartilho, que se misturaram com a questão do empoderamento feminino. "O papel da mulher na sociedade no século 20 acabou mudando a moda por conta disso", lembra a professora, que engata a influência das duas grandes guerras mundiais na moda. "A gente consegue quebrar essa visão que a moda é só roupa, que é superficial", diz.
Karla Matida
Reportagem Local
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