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Folha 2
29/06/2008

Nos brocados da memória

Figurino e caracterização de 'Ciranda de Pedra' resgatam o glamour da década de 50, que se destacou na história da moda pelo abuso da feminilidade

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‘Adoro esse figurino que tem um corte mais seco, é elengantérrimo’, elogia Ana Paula Arósio
Vestidos rodados, excesso de anáguas, cabelos cacheados e muito laquê definiram o estilo da década e eternizaram tendências
Fotos: Luiza Dantas / Carta Z
No quesito elegância masculina, nenhum personagem se compara ao Artur X, de Guilherme Weber

Os anos 50 se destacaram na História da moda pelo abuso da feminilidade. Vestidos rodados, excesso de anáguas, cabelos cacheados, ''coques banana'', olhos puxados com delineador no estilo ''gatinho'' e muito laquê definiram o estilo da década e eternizaram tendências. Para retratar o glamour dos ''anos dourados'' no vestuário e na caracterização, a equipe da novela ''Ciranda de Pedra'' não pesquisou apenas os brocados da época. Como a trama se passa em 1958, a figurinista Gogóia Sampaio também se inspirou nas influências dos anos 1960. Mas a base de todo o croqui do figurino teve inspiração na alta-costura, para retratar a fatia endinheirada dos paulistanos deste período, como Laura, de Ana Paula Arósio. ''Foi a época de ouro na moda. A intenção foi fazer uma novela elegante, onde até os pobres eram arrumadinhos'', explica Gogóia.
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Laura, personagem de Ana Paula, tinha de aparentar uma mulher madura e sofrida. Por isso, a figurinista recorreu às cores sóbrias, saia-lápis e muitas pérolas. ''Adoro esse figurino que tem um corte mais seco, mais austero. É elegantérrimo'', elogia a atriz. Já a maquiagem da personagem, pesquisada por Carmem Bastos e Fernando Torquato, supervisores de caracterização, foi reforçada por camadas de rímel preto para dar mais profundidade ao olhar. ''Nessa época, o delineador era a vedete com os olhares de 'gatinho', que tinham um traço puxado. Esse desenho voltou à moda. Isso sem falar na boca e nas unhas vermelhas. Um clássico desde a década de 1940'', exemplifica Carmem.
Mas nem todas as personagens são inspiradas em clássicos. Letícia, de Paola Oliveira, era uma mulher com atitudes de vanguarda para a época. Por isso, usa e abusa de decotes mais ousados e um cabelo mais curto, pouco utilizado pelas mulheres nesta década. Neste período, a maioria das moças exibia penteados encaracolados, ''coques banana'' e muita peruca e apliques. Já os homens eram habitués da brilhantina e dos topetes eternizados pelo ator James Dean. ''Apesar de moderninha, a Letícia é chique demais. Vai para a aula de tênis com uma roupa que eu usaria para ir para uma festa'', destaca Paola.
No quesito elegância masculina, nenhum personagem se compara ao Artur X, de Guilherme Weber. Com visual meio dândi, o estilista, que na trama morou anos em Paris, foi inspirado em Dener Pamplona de Abreu, um dos costureiros brasileiros mais badalados desde a década de 1950 até a de 1970. Com ternos de linho claro e objetos singulares - como uma bengala com cabeça de cachorro e um binóculo de ópera sempre a tiracolo -, o personagem ressalta o charme do figurino masculino da época. ''Ele também 'bebe' nos anos 1920, com um ar meio Oscar Wilde. É um personagem solar. Me inspirei muito no visual dos estilistas Karl Lagerfeld e John Galliano para compô-lo'', esmiuça Guilherme.
Mas nem todas as referências vêm da alta-costura. Elzinha, o ''biscoito fino'' interpretado por Leandra Leal, por exemplo, foi baseada no cinema, com o ar ''femme fatale'' de Marilyn Monroe: cabelo louro platinado e jeito inocente e atrevido. ''Ela é uma pin-up. É a personagem que mais demora para ficar pronta e a que mais brincamos na produção'', diverte-se Carmem Bastos, que explica que a maioria dos telefonemas que a Globo recebe sobre a novela é de telespectadoras querendo informações sobre a personagem, como a cor do esmalte ou da tintura de cabelo.
Esse lado sensual de Elzinha foi evitado nas três irmãs Otávia, Bruna e Virgínia, de Ariela Massotti, Anna Sophia Folch e Tammy Di Calafiori. Com figurinos de tons pastéis, o trio usa pouca maquiagem, como rímel apenas incolor e tons de rosa bem claro nos lábios. A mesma suavidade é priorizada no figurino e na caracterização das crianças, como de Nêmora Cavalheiro, que vive a serelepe Naná. ''Comprei um acervo de fitas de várias cores, formatos e estampas, como o xadrez. Os mais velhos da equipe têm voltado à infância com esse trabalho'', anima-se a supervisora de caracterização.
Mariana Trigo
TV Press
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