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Folha 2
12/09/2017

Literatura para alfabetizar

Projeto Trilhas possibilita a formação do professor no processo de alfabetização por meio da literatura

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Ana Luiza Tófano, professora da Escola Municipal Luiz Marques Castelo (zona rural), teve contato com o kit em 2011: hoje, através dele, trabalha a poesia com os alunos
Ana Luiza Tófano, professora da Escola Municipal Luiz Marques Castelo (zona rural), teve contato com o kit em 2011: hoje, através dele, trabalha a poesia com os alunos


Professores de todo o país não medem esforços para tornarem as aulas mais atrativas e melhorarem o aproveitamento dos alunos em sala de aula. Para isso, inovam na apresentação do conteúdo, incorporam ferramentas e materiais, além de criarem ambientes com maior interação e participação. Levando em conta as dificuldades, principalmente financeiras e estruturais, encontradas na maioria das escolas públicas do Brasil, muitas vezes, a iniciativa é do próprio professor, que busca alternativas fora da instituição. Uma delas, totalmente gratuita e ao alcance de todos, é o projeto "Trilhas" (www.portaltrilhas.org.br), do iN (Instituto Natura) e Rede de Apoio à Educação, que auxilia a consolidação e o aperfeiçoamento do uso de um conjunto de materiais.
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O projeto, que existe desde 2009, voltado a professores da Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental I, ampliou suas atividades ao longo dos anos. Atualmente, trata-se de uma plataforma que reúne um conjunto de materiais online e offline (kit Trilhas), ferramentas virtuais colaborativas e interativas de formação (EAD) e orientações pedagógicas para o professor trabalhar escrita, oralidade e leitura em sala de aula. "O projeto visa contribuir para que os professores aprimorem suas competências para que seus alunos estejam alfabetizados até os 8 anos de idade. O objetivo é aproximar a literatura das práticas de sala de aula ao incorporar ferramentas em suas atividades no dia a dia", explica a coordenadora Joanna Gayotto.

No início do projeto, foi realizada uma parceria com o Ministério da Educação (MEC), quando 72 mil escolas de 3,3 mil municípios do país receberam o material. "À época, o Instituto ficou responsável por fazer a formação dos professores por meio dos representantes de universidades do Estado e Secretarias de Educação e o MEC de distribuir o material." Hoje, o material está disponível a todos os professores que atuem com alunos de quatro a oito anos de idade e que tiverem interesse. "Basta o professor se cadastrar e realizar o curso online de 40 horas", complementa. Porém, todos os educadores, até mesmo aqueles que não realizarem o curso, têm acesso ao kit online e podem fazer download gratuito e imprimir. No Paraná, são 3613 pessoas inscritas no EAD Trilhas que lecionam, sendo 166 de Londrina.

De forma muito didática, no portal, o professor tem acesso a um conteúdo com uma série de atividades e propostas pedagógicas para serem realizadas. "O curso possibilita a análise de vídeos, respostas de múltipla escolha, dissertativas e participação em grupos de discussão. São atividades que auxiliam na formação do profissional alfabetizador." Após a conclusão do curso, o professor recebe um material impresso, o kit Trilhas, com um conjunto de cadernos. "Não há nada de inovador, mas o material cria desafios para o professor, ao mesmo tempo em que estabelece uma sequência de atividades. Fornece aos professores, portanto, apoio técnico para a prática, mas também para a construção da autonomia", diz Gayotto.

Além dos cadernos com orientações, o kit é composto por jogos que podem ser aplicados em sala de aula e sugestão de obras para serem trabalhados os diversos gêneros literários. Com a conclusão do curso, a escola na qual o professor atua também tem a chance de aumentar o acervo da biblioteca, com o recebimento de dez livros literários voltados às crianças em fase de alfabetização. Basta que, quem esteja fazendo o curso, indique outros cinco professores para o EAD do projeto. A indicação dos participantes, no entanto, pode ser realizada por qualquer educador cadastrado no portal, onde estão detalhadas as regras de participação. Títulos como "A Casa Sonolenta", "Quem Canta seus Males Espanta", "A Flauta do Tatu" e "O Bicho Folharal" estão entre os que são distribuídos. Desde maio deste ano, também estão disponíveis no portal outros três módulos de aprofundamento, como o uso do jornal em sala de aula como ferramenta pedagógica.

Fotos: Saulo Ohara
Fotos: Saulo Ohara - Crianças ampliam o repertório de palavras de forma lúdica
Crianças ampliam o repertório de palavras de forma lúdica


Experiência local
Ana Luiza Henriques, professora da Escola Municipal Luiz Marques Castelo (zona rural), teve contato com o kit em 2011, que a escola já havia recebido, porém, nenhum professor havia feito uso. "Achei muito interessante os planos e as propostas que o material orientava para abordarmos os gêneros literários na alfabetização. Não tive dúvidas de sugerir à direção para que incorporássemos ao planejamento e conteúdo", conta. Com os alunos do segundo e terceiro ano do Ensino Fundamental, começou a desenvolver um projeto com poemas. "Trabalho trechos de poemas, principalmente do livro Arca de Noé, de Vinicius de Moraes, e depois apresento aqueles que foram musicados".

Após o primeiro contato, dentre as várias atividades, os alunos escolhem um poema que mais gostam para declamarem. "Em anos anteriores, realizamos um sarau entre eles. A experiência não só despertou o interesse pela literatura e leitura, como melhorou aspectos sociais já que, ao declamar em público, conquistam segurança e postura". As atividades são complementadas com os jogos disponibilizados pelo kit, que estimulam a memória, conhecimento de palavras e criação de rimas. "O que os alunos aprendem nessas brincadeiras, aplicam nas atividades que desenvolvo com eles. É uma forma de ampliarem o repertório de palavras de uma forma lúdica", resume a professora.
Marian Trigueiros
Reportagem Local
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