Zappa volta aos palcos como um holograma
Nova York - O roqueiro experimental Frank Zappa, prolífico em sua vida e inclusive em sua morte através de uma série de lançamentos póstumos, volta aos palcos como um holograma. A família Zappa anunciou na semana passada que os shows de holograma começarão em 2018, quando o músico poderia voltar a fazer sessões com alguns de seus colaboradores ainda vivos, como o guitarrista Steve Vai. A família informou que estava trabalhando em uma ópera rock, "Joe's Garage The Musical", protagonizada por Zappa também através de um holograma.
Zappa, cuja música promovia uma fusão do hard rock e do jazz com o lirismo absurdo inspirado na arte dadaísta, morreu em 1993 de câncer de próstata. Sua esposa, Gail, assumiu o controle de seu patrimônio e relançou toda a sua obra em cerca de 100 álbuns. Mas sua morte, em 2015, desencadeou uma disputa entre seu filho Ahmet e sua filha Diva, e seus dois filhos mais velhos, Dweezil e Moon, pedindo autorização para obter lucros da música do seu pai. Ahmet abriu a porta para a reconciliação em um comunicado que anuncia a turnê holograma, ao assegurar que seria seu "maior desejo" ver Dweezil e Moon se apresentando com Frank Zappa. Jeff Pezzuti, diretor da empresa Eyellusion, que desenhará o holograma, definiu Zappa como "um músico incrível, inigualável em sua produção", que "abordou muitos gêneros diferentes e influenciou uma geração de artistas que ajudariam a dar forma ao rock e ao pop durante as décadas seguintes". Os hologramas entraram na indústria de massas em 2012, quando a lenda do rap Tupac Shakur, assassinado em 1996, apareceu no festival de música Coachella. Desde então, o recurso se tornou cada vez mais comum, com a aparição de estrelas como Billie Holiday e Liberace ressuscitando nos palcos.