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Folha 2
14/10/2017

Arte que vem da África

Espetáculos que encerram o Festival de Dança de Londrina, neste fim de semana, trazem a versatilidade de artistas africanos

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Fábio Guerra/ Divulgação
Fábio Guerra/ Divulgação - Fanta Konatê: cantora e bailarina da República da Guiné faz show na Concha Acústica no domingo (15), mostrando ritmos associados ao cotidiano das aldeias
Fanta Konatê: cantora e bailarina da República da Guiné faz show na Concha Acústica no domingo (15), mostrando ritmos associados ao cotidiano das aldeias


Toda a beleza e encantamento da cultura africana ganha reverência e destaque no fim de semana de encerramento do 15º Festival de Dança de Londrina, que acontece neste sábado (14) e domingo (15) com os espetáculos "Le Cargo" e "Fanta Konatê e Troupe Djembedon", respectivamente. Depois de nove dias, as apresentações fecham a programação - escolhida pela curadoria do evento que, nesta edição, sob a temática "A Revolução da Alegria", contemplou danças étnicas e contemporâneas -, num total de 17 apresentações de grupos e profissionais das artes cênicas vindos de diferentes cidades brasileiras e dois países da África. O Festival teve patrocínio da Caixa Econômica Federal e da Secretaria Municipal de Cultura, por meio do Promic (Programa Municipal de Incentivo à Cultura), e apoio do Grupo Folha de Comunicação.
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Para Danieli Pereira, coordenadora geral, a edição 2017 foi muito importante, já que o Festival comemorou seus 15 anos "como evento consolidado no cenário nacional e internacional dos grandes festivais - não só da linguagem de dança, mas, principalmente, tendo como característica um lugar de fronteira, uma cena expandida em que a dança é atravessada por outras linguagens". "O público de Londrina e região comemorou tudo isso conosco, lotando as apresentações tanto no Teatro Ouro Verde como nos espaços públicos, e abraçou o desafio de promover uma revolução pela via da alegria. Um momento catártico, necessário e de grande contundência política nos tempos pálidos e polarizados que temos vivido, com frequentes ataques ao livre pensamento e às manifestações artísticas".

Agathe Poupeney/ Divulgação
Agathe Poupeney/ Divulgação - Faustin Linyekula em ‘Le Cargo’: espetáculo que será apresentado neste sábado (14) aborda memórias pessoais e culturais através da dança contemporânea
Faustin Linyekula em ‘Le Cargo’: espetáculo que será apresentado neste sábado (14) aborda memórias pessoais e culturais através da dança contemporânea


Memórias
Em "Le Cargo", que será apresentado neste sábado (14), às 21h, no Teatro Ouro Verde, o dançarino e diretor Faustin Linyekula, da República Democrática do Congo (ex-Zaire, ex-Congo Belga), sobe ao palco com o grupo Studios Kabako para "falar" de suas memórias por meio da dança contemporânea. Linyekula passou os últimos dez anos contando histórias sobre sua terra natal, que se transformou numa nação de corpos tristes e pobreza marcados pela violência das guerras em seu país. Portanto, na concepção deste espetáculo solo, voltou-se para si e seu passado para procurar por danças que não são mais dançadas e foram proibidas pelo despertar espiritual das religiões importadas. As partes de texto do espetáculo serão faladas em português.

O coreógrafo congolês estudou literatura e teatro em Kisangani, no antigo Zaire, e, quando a universidade foi fechada, partiu para o Quênia, onde co-fundou a primeira companhia de dança contemporânea daquele país, a Gàara, em 1997. Na França, fez residências com as coreógrafas Régine Chopinot e Mathilde Monnier. Em 2001, optando pelo caminho de resistência em território africano, retornou ao Congo e criou os Studios Kabako, voltados a criações multidisciplinares. Desde 2006, os Studios passaram a ser sediados em Kisangani, onde apresentam performances de dança, teatro, música e vídeo, ocupando diversas áreas da cidade, especialmente na periferia.

Versatilidade
A cantora, bailarina e compositora Fanta Konatê, nascida na Guiné Conacri (ou República da Guiné), acompanhada da Troupe Djembedon, traz um show musical gratuito com vários elementos de sua etnia, neste domingo (15), às 16h, na Concha Acústica. Dona de uma voz poderosa, seu trabalho é uma mistura entre a ancestralidade e a contemporaneidade, mesclando a linguagem tradicional das aldeias e a moderna dos balés da capital Conacri. Fundadora do Instituto África Viva, formou-se nos balés africanos Hamaná, Fareta, Bolonta, Soleil d’Afrique e no estilo tradicional em sua aldeia natal, Sangbarala. No encerramento, mostra toda sua versatilidade ao apresentar tradições que remontam séculos e são passadas de geração para geração pela música e dança.

A família de Konatê é uma das mais representativas da arte tradicional Malinkê (grupo étnico pertencente ao grupo Mandé), nas savanas da Guiné, onde surgiram o tambor djembê e a música dos Griôs (o poeta/cantor/músico/religioso que vem de uma casta especial detentora da tradição oral do grupo). No show, a cantora e bailarina, ao lado da Troupe Djembedon, apresentará ritmos ancestrais dos tambores da Guiné Conacri: djembê, dununs e ntamas preservados desde o Império Mandinga, no século XIII, com os ritmos associados às situações do cotidiano das aldeias malinkês. O espetáculo contará com a participação dos alunos da oficina de "Dança Africana", que ela ministrou na programação didática do Festival.

Serviço:
Le Cargo – Faustin Linyekula (Studios Kabako) (República Democrática do Congo)
Quando: Sábado (14), às 21h
Onde: Teatro Ouro Verde (rua Maranhão, 85)
Quanto: R$ 10 e R$ 5*

Show com Fanta Konatê e Troupe Djembedon - (Guiné Conacri/Brasil)
Quando: Domingo (15), às 16h
Onde: Concha Acústica (Praça Primeiro de Maio)
Quanto: Gratuito

* Convites à venda na Secretaria da Funcart, Loja Shop Ballet, Teatro Ouro Verde e uma hora antes no local das apresentações
Mais informações: www.festivaldedancadelondrina.art.br
Marian Trigueiros
Reportagem Local
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