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Economia

Tirando o pé do freio

Após sofrer os efeitos da recessão, setor de construção civil vive expectativa de retomada com projeção de fechar o ano com alta de 1% no PIB

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Ricardo Chicarelli
Ricardo Chicarelli - Saldo positivo entre números de contratações e demissões indicam que no Estado a construção civil inicia uma trajetória de recuperação mais cedo que a nacional
Saldo positivo entre números de contratações e demissões indicam que no Estado a construção civil inicia uma trajetória de recuperação mais cedo que a nacional


Uma olhada para trás, nos últimos três anos, e lá estão os números do PIB (Produto Interno Bruto) da construção civil num vermelho latejante, doído, que aterroriza o setor. Passado que incomoda – afinal, construtoras e empresas passaram por maus bocados no período –, mas que aos poucos vai ficando no esquecimento. Apesar do "efeito Joesley" ainda repercutir no cenário político, a economia continua seguindo com retração da inflação e Taxa Selic, o que é fundamental para o setor.
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Ainda é muito cedo e nebuloso, mas um levantamento do Depec (Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos) do Bradesco, baseado em números do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), projeta que o PIB da construção pode fechar com alta de 1% este ano. Os especialistas do setor não bancam tal percentual positivo, mas confirmam uma melhora do mercado junto com as construtoras até aqui e boas expectativas para o segundo semestre, com boa parte dos lançamentos mantidos.

Um número levantado pela FOLHA com a Caixa, principal financiadora imobiliária do País com 67% do market share, aponta um valor de contratações 10% maior do que o primeiro semestre do ano passado na região de Londrina. O número apurado ainda não representa o fechamento do período. "A Caixa liberou R$ 80 bilhões para financiamento este ano no País e praticamente 50% já foi utilizado. O que percebemos na região é um nível de confiança maior dos empresários da construção civil e a procura de projetos junto conosco tem aumentado", salienta o gerente regional da área da construção civil da Caixa, Valdemir Martins.

JOVENS

Até o momento, na região, 62% dos clientes que fecharam financiamento com a Caixa têm até 35 anos, o que mostra uma tendência à compra do primeiro imóvel em 2017. "Um ponto interessante é que o percentual das cotas de financiamento caiu, ou seja, as entradas para o negócio estão sendo maiores. Com a acomodação no valor dos imóveis, o pessoal está utilizando o dinheiro que tinha em caixa".

O presidente do Sinduscon Norte-PR (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Norte do Paraná), Rodrigo Zacaria, admite que o cenário político conturbado no primeiro semestre atrapalhou "um crescimento um pouco maior", porque muitos investidores acabam segurando os recursos. "No mercado imobiliário, percebemos uma melhora perceptível, mas ainda não mensurada. Percebe-se uma movimentação maior nos plantões de venda e o pessoal tem comentado isso".

Zacaria acredita que a taxa Selic continuará nesta tendência de queda, juntamente com a inflação. "O que falta hoje, somado com esses números, é a retomada da atividade econômica. Eu acredito que isso só vai melhorar quando a situação política for amenizada".

No que diz respeito às mudanças bruscas no plano político, Zacaria não acredita que isso irá acontecer, muito menos a queda do presidente Michel Temer. "Dificilmente ele vai cair, seguirá até 2018, e vamos ter que retomar a economia com ele. Acredito ainda que teríamos uma mudança de ânimo com a reforma trabalhista, sempre lembrando que o mercado financeiro trabalha com projeções, o que nos ajudaria para este segundo semestre".

SOLIDEZ

O diretor de economia do Sinduscon Norte-PR, Rodolfo Yoshio Sugeta, acredita que a economia tem conseguido manter um cenário mais sólido, mesmo com o cenário político turbulento. "A Selic continua em queda e as taxas tendem a ficar mais atrativas para os consumidores que querem fazer negócios. O que pode acontecer no segundo semestre é que talvez diminua um pouco a intensidade da queda da taxa de juros".

De uma maneira geral, ele acredita que o setor da construção civil em Londrina ficou dentro do esperado, inclusive com algumas construtoras com números superiores a 2016. "Se um cliente precisa comprar um apartamento, não será amanhã que todo esse problema será resolvido e os negócios irão acontecer naturalmente. É claro que se o cenário é resolvido, as coisas acontecem de forma mais fácil. Mas as construtoras precisam rodar a operação, se não já estaríamos há 3 anos sem fazer nada".

Por fim, ele acredita que a curva dos números deve se manter positiva para o segundo semestre, com os lançamentos na cidade acontecendo. "Talvez, em alguns casos, as construtoras segurem um pouquinho. Algo que ia ser lançado agora, fique para o final do ano. É natural, o mercado também precisa dar respostas para saber quais passos as empresas vão dar".
Victor Lopes
Reportagem Local
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