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Economia

Startup quer transformar carros comuns em ‘outdoors’

Motorista será remunerado por quilômetro rodado; negócio quer atingir brasileiros que desejam fazer uma renda extra

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Modelo de adesivagem proposto pela Startup
Gustavo Carneiro
O eletrotécnico Valdemar Zanatta aprovou a ideia: "É válido. Quanto mais (dinheiro), melhor"

O Brasil atualmente sofre altos índices de desemprego. Ao mesmo tempo, possui uma volumosa frota de 50 milhões de veículos, de acordo com dados do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) de abril. Somando essas constatações ao fato de que as empresas brasileiras fazem investimento pesado em publicidade, um empresário português resolveu criar uma startup que quer transformar os automóveis de pessoas comuns em suportes para anúncios publicitários com remuneração dos motoristas por quilômetro rodado.
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A Carlicity, idealizada pelo português Pedro Borges - que está adotando o País como sua casa -, acabou de iniciar suas operações no Brasil e abriu nesta semana o cadastro de motoristas interessados. A startup foi inspirada em duas grandes empresas que empregam o mesmo modelo de negócio na Dinamarca e nos EUA. A empresa dinamarquesa coloca anúncios em caminhões, enquanto a norte-americana já é um case de sucesso mundial no modelo desejado por Borges.
Com a taxa de desemprego acima de 11%, assombrando os brasileiros, esta pode ser uma oportunidade rentável para os motoristas. De acordo com Borges, qualquer pessoa pode submeter seu carro para ostentar anúncios de empresas interessadas e a renda pode chegar a R$ 2 mil ao mês dependendo da distância percorrida no período. O pagamento é de R$ 1,50 por Km rodado.
Para o anunciante, trata-se de um tipo de publicidade mais barato, afirma o idealizador. Além disso, melhor que um outdoor, é um outdoor "ambulante" como um carro. "Vai ser um sucesso porque é mais barato quando comparado com outros tipos de publicidade e o carro das pessoas chega para todo lado."
Caso seu carro seja selecionado para uma campanha publicitária, o motorista não precisa mudar o seu trajeto normal diário. O anunciante vai escolher o melhor veículo para a sua campanha de acordo com o seu público-alvo e com o trajeto que o motorista já faz usualmente – escola, trabalho, supermercados, por exemplo. "O motorista não tem a obrigação de fazer muitos quilômetros por dia. O que interessa mais é por onde ele anda todos os dias", explica Pedro Borges. O motorista também não precisa arcar com os custos da adesivagem, que fica por conta do anunciante.

Repercussão
A ideia soou interessante para alguns motoristas. "É válido, gostei da ideia. Quanto mais (dinheiro), melhor", brinca o eletrotécnico Valdemar Zanatta. A única restrição, em sua opinião, é em relação ao tipo de anúncio que seria estampado em seu carro. "O anúncio teria de ter uma proposta mais saudável de empresa ou produtos, sem aquelas famosas ‘escrachadas’", diz. A dona de casa Maria José Ramos Mendes também aprovou a proposta. Afinal, ela diz passar o dia percorrendo a cidade inteira de carro, seja levando o filho à escola, seja levando a filha à faculdade. "A gente anda muito. Para quem está parado é bom, pois não está gastando nada." Já a dona de casa Sandra Barbosa estranhou um pouco a ideia. "Estranho ficar fazendo propaganda."
Conectando motoristas e agências de publicidade, a Carlicity espera "abocanhar" 1% do total que o País movimenta no setor – que segundo a startup, chega a R$ 100 bilhões. Um dos focos está no Estado do Paraná, diz Borges, que tem uma das maiores frotas de veículos do País. Conforme dados do Denatran, em abril, o Paraná tinha a quarta maior frota com 4,14 milhões de automóveis. "O Paraná é um Estado interessante. Os EUA têm a maior frota do mundo na relação pessoa/carro. São dois carros para cada habitante. E o Paraná é o Estado que tem uma relação parecida."
Os motoristas interessados podem fazer o cadastro pelo site www.carlicity.com.br. O carro pode ser novo ou velho, só não pode estar com problemas mecânicos ou com a pintura riscada, por exemplo. Segundo Borges, a escolha do veículo para um anúncio publicitário vai depender da mensagem que a campanha quer transmitir. "Às vezes um carro velhinho é até melhor", brinca. O anúncio vai ocupar não mais que 40% da área do carro. O idealizador da Carlicity afirmou que irá obedecer a legislação brasileira, assim como leis regionais ou municipais, se houver, referentes à modificação de veículos.
O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran PR) informou que as regras para a adesivagem de automóveis estão previstas na Resolução 292/2008 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), que estabelece as modificações permitidas nos veículos. O artigo 14 do documento define alteração de cor através de pintura ou adesivamento sujeita a exigências do órgão apenas aquela que ocupa área superior a 50% do veículo, excluídas as áreas envidraçadas. Porém, não especifica se o adesivamento pode ter motivos publicitários. O Detran não respondeu a esta questão da FOLHA até o fechamento.

Rastreamento
Depois de feito o acordo, o motorista recebe um GPS e o anunciante poderá acompanhar, em tempo real e através de um aplicativo e uma plataforma disponibilizados pela Carlicity, os carros adesivados com a sua campanha. Atualmente, a startup recebe seus primeiros cadastros de motoristas e já tem empresas interessadas em anunciar. Até o final do ano, deseja chegar a uma base de 500 mil pessoas.
Mie Francine Chiba
Reportagem Local
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