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Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016
Economia
24/01/2013

Produção de pavers em Londrina aumenta 50%

Indústria de blocos de concreto prevê crescimento de vendas em 2013 devido à ampliação do uso do piso ecológico

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Fotos:Ricardo Chicarelli
Mercado pé-vermelho de blocos de concreto produziu 50% a mais em 2012 do que em 2011, segundo estimativas de empresários do setor
Proprietário da D Souza Blocos, Darci Souza, conta que passou de 20 funcionários para 27 em 2012

As calçadas de Londrina ganham novos contornos com a ampliação do uso de pavimentos intertravados de concreto, os pavers, à frente de residências e de lojas. O mercado pé-vermelho de blocos do material produziu 50% a mais em 2012 do que em 2011 na cidade, segundo estimativas de empresários do setor. O total fabricado em concreto em geral pelas dez maiores empresas do município deve ter rendido em torno de R$ 19 milhões no ano passado, com aproximadamente R$ 10 milhões apenas pelos chamados pavers.
O cálculo é do empresário e engenheiro Darci Souza, dono da D Souza Blocos. Ele afirma que estimou toda a capacidade de produção das principais indústrias londrinenses do setor no ano. A perspectiva nacional não é diferente. Sem números fechados sobre 2012, uma pesquisa divulgada pela Associação Brasileira da Indústria de Blocos de Concreto (Bloco Brasil) aponta que 62,5% dos donos de indústrias do setor esperam crescer no primeiro semestre de 2013 em relação ao mesmo período do ano passado. Do total, 22,5% crêem em ampliação de negócios entre 10% e 20% e outros 15%, de 20% a 30%.
O motivo para o otimismo dos empresários no País é a expectativa de crescimento do mercado imobiliário, a ampliação de obras de infraestrutura e a criação de leis municipais que exigem calçamento permeável. Na sondagem da Bloco Brasil, o paver aparece como o segmento que será mais representativo na lucratividade para 52,5% das empresas.
Em Londrina, os fabricantes de pavers contam que tiveram de ampliar o quadro de funcionários para suprir a demanda, que sai da indústria quase totalmente por encomenda. O proprietário da D Souza Blocos conta que passou de 20 funcionários para 27 em 2012. "Isso sem considerar os terceirizados, que são de 15 a 20", diz.
Dono da Indusblok Artefatos de Concreto, Marcos Nemoto afirma que, em 12 meses, passou de uma máquina média e cinco funcionários para duas máquinas, das quais uma grande, e 22 empregados. "Em 2013 pretendemos abrir uma unidade entre Cornélio Procópio e Santo Antônio da Platina", afirma.
Nemoto diz que trabalha somente sob encomenda e que já existem pedidos acumulados. A produção da Indusblok, que em 2011 foi de 4,5 mil metros quadrados ao mês, chegou a 18 mil metros quadrados mensais no ano passado. "Em 2011 produzimos mais blocos de concreto do que pavers, mas em 2012 isso se inverteu."

Piso ecológico
Entre os motivos que aumentam a procura pelo paver para revestir calçadas está o fato de o piso ser permeável e, portanto, considerado ecológico. Há também a questão econômica, porque a instalação do material custa cerca de 30% menos do que no uso da pavimentação hermética, segundo Souza. Ele lembra ainda que o paver pode ser retirado no caso de necessidade de manutenção de canos subterrâneos e, posteriormente, ser recolocado sem que ocorram perdas.
Um outro motivo que pende a favor do uso do paver é a criação de leis municipais com a exigência de permeabilidade do solo. "Acredito que os blocos de concreto vão sair bastante, mas, por causa dessas leis novas, o mercado de pavers vai crescer muito", diz Nemoto.
Em Londrina, agentes da prefeitura apenas orientam o uso desse tipo de piso. Mesmo assim, a aposentada Julia Figueiredo Zeferino, síndica de um edifício na região central da cidade, preferiu se precaver contra uma possível mudança na legislação. "Decidi colocá-lo por causa do custo e porque me informaram na prefeitura que seria melhor."
Julia conta que economizou cerca de 50% no assentamento do produto e 30% no material em relação a uma calçada hermética, na qual é preciso usar cimento, entre outros itens a mais. "Para quem tem muitas benfeitorias para fazer, como é o caso do nosso edifício, era a melhor opção."


Fábio Galiotto
Reportagem Local
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