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Economia

Os caminhos para uma cidade inteligente

Viabilizar um projeto de smart city exige esclarecer melhor o tema, dizem entidades; definir responsáveis pela gestão e buscar recursos são outras preocupações

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Marcos Zanutto
Marcos Zanutto - Empresa londrinense desenvolveu uma plataforma de gestão com inteligência geográfica que já está em uso em alguns municípios
Empresa londrinense desenvolveu uma plataforma de gestão com inteligência geográfica que já está em uso em alguns municípios


A tecnologia é capaz de trazer mais qualidade de vida, e é inegável que os moradores de uma cidade querem ter suas vidas melhoradas em todos os aspectos. Assim, o apelo por uma cidade mais "inteligente" toma conta de todo o mundo, e não é diferente por aqui. As iniciativas para tornar Londrina uma "cidade inteligente" já começam a surgir aqui e ali, mas, isoladas, elas não traduzem o propósito maior do conceito de "smart city".
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Uma equipe da FGV Projetos esteve no município em março para apresentar a empresários, instituições e sociedade civil organizada o projeto Londrina, Cidade do Amanhã. A proposta, com o apoio do Instituto Fraunhofer, da Alemanha, é transformar Londrina em uma cidade inteligente usando uma metodologia de seis passos. Na ocasião, os presentes se mostraram preocupados com várias questões, dentre as quais o esclarecimento do termo Cidades Inteligentes; o responsável pela gestão de um projeto maior de Cidades Inteligentes em Londrina; e a fonte de recursos para isso, seja para contratar a FGV Projetos e o Instituto Fraunhofer ou não.

De fato, convencer os envolvidos de que é preciso que Londrina seja uma cidade inteligente exige primeiro conhecer esse conceito. O coordenador de Projetos da FGV Projetos, Marco Ristuccia, lembrou em sua apresentação que uma cidade inteligente não necessariamente envolve tecnologia. "É uma cidade que consegue valorizar todos os seus ativos da cidade, entre os quais o cidadão. É uma cidade que consegue usar os próprios recursos de maneira eficaz e eficiente para melhorar o bem-estar da população." Porém, o uso da tecnologia é uma "oportunidade" para alcançar melhores resultados. "O papel da tecnologia não é fim, mas é uma oportunidade extraordinária dessa época que podemos aplicar para alcançar resultados."

Em uma das ocasiões em que o londrinense ouviu falar desse tema foi quando a Sercomtel, que assumiu a iluminação pública da cidade, propôs a instalação de "postes inteligentes" com sensores para melhorar a sua eficiência energética, câmera e software para identificar vagas de estacionamentos. O projeto-piloto seria realizado na Avenida Ayrton Senna (zona sul), que se tornaria uma "avenida inteligente". Lá, além dos postes inteligentes, haveria também sensores de ruídos e nos bueiros, por exemplo.

O diretor de Ciência e Tecnologia do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Pedro Sella, cita outros exemplos que já estão sendo implantados na cidade, com o objetivo de tornar os processos dentro da prefeitura mais eficazes e eficientes. Um deles é o "Agiliza Londrina", uma comissão permanente de desburocratização para agilizar os processos de abertura, regulamentação e concessão de alvarás, e melhorias na área de mobilidade com o SuperBus.

INTEGRAÇÃO
Na visão de Ristuccia, um dos grandes desafios das Cidades Inteligentes é a coordenação entre os seus diversos setores. "O planejamento urbano significa pensar a energia do futuro, gerenciar recursos como a água e os resíduos. Qualquer planejamento urbano envolve também planejamento e sistema em saúde, educação, logística, sistema viário, mobilidade de mercadorias e pessoas. Todos esses elementos precisam ser interligados entre vários setores e essa questão é muito difícil. Mas uma cidade inteligente é aquela que consegue realmente criar integração entre entidades de uma cidade", afirma.

Para Sella, a revisão do Plano Diretor, que deverá ser concluído até 2018, seria um caminho para implantar em Londrina um projeto maior de Cidades Inteligentes. "Aproveitar todo esse momento de transição, de mudança, e do novo Plano Diretor para colocar já no repensar da cidade uma cidade mais inteligente. O norte é ter um plano de desenvolvimento para a cidade que queremos. Termos um objetivo e com aquele objetivo conseguimos fazer várias coisas coordenadas."

COLABORATIVA
Uma cidade inteligente, na opinião de Agostinho de Rezende, diretor da DRZ Geotecnologia e Consultoria, de Londrina, também envolve um governo inteligente que deve se valer de uma plataforma tecnológica para automatizar processos. Essa plataforma, segundo ele, deve conter "um banco de dados em que se consegue mapear e rastrear todo o território e tudo o que tem nele, e em que é possível dar participação ao cidadão de forma transparente, inclusiva e colaborativa".

"E aí você consegue dar os primeiros passos de uma cidade inteligente, levar respostas rápidas ao cidadão, ter processos rápidos, tomar decisões rápidas", continua. A DRZ desenvolveu uma plataforma de gestão de cidades inteligentes com inteligência geográfica que já está em uso em alguns municípios em áreas como endemias e tributação.
Mie Francine Chiba
Reportagem Local
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