VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Economia

Milionários e conservadores

Segundo pesquisa, os ricos colocam 54% dos seus investimentos em renda fixa

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

Os milionários brasileiros investem 54% de seus recursos na renda fixa, em aplicações como Tesouro Direto, CDBs, LCIs e LCAs. Outros 34% de suas poupanças estão em fundos de investimentos e somente 12% na renda variável, ou seja, na Bolsa de Valores. A maior parte deste público (77%) afirma ter enriquecido trabalhando; 23% dizem ter recebido herança. Ninguém fez fortuna no mercado financeiro. Essas são as principais conclusões de uma pesquisa feita pelo Blog de Valor com 31 entrevistados que têm investimentos acima de R$ 1 milhão.
PUBLICIDADE

O consultor financeiro e idealizador do blog, André Bono, ressalta o fato de os milionários terem uma carteira de investimentos conservadora. "A pesquisa revela que eles aplicam para preservar o dinheiro que já ganharam trabalhando ou de herança. Não estão pensando em ganhar dinheiro no mercado financeiro", afirma.

Divulgação
Divulgação - André Bono: milionários investem para preservar o patrimônio
André Bono: milionários investem para preservar o patrimônio


Outro ponto ressaltado por ele é que os milionários, ao contrário do que se possa imaginar, não ficam acompanhando as aplicações diariamente. "Acham o assunto chato. Só querem saber o mínimo para tomar decisões", alega. Muitos, segundo ele, contratam consultorias independentes. "Pagam um consultor e se reúnem com ele uma ou duas vezes por ano." Para o consultor, um profissional como um médico cirurgião, "que ganha R$ 120 mil por mês", não quer perder tempo estudando finanças. "Teriam prejuízo se deixassem de fazer cirurgias por algumas horas para se dedicar a isso", justifica.

A respeito de apenas 12% terem dito que investem em renda variável, ele justifica: "Os juros no Brasil são muito altos e o investidor consegue ter uma remuneração bem satisfatória em renda fixa, acima da inflação. Por isso, não se sentem estimulados a buscar a Bolsa. Bem diferente dos Estados Unidos, onde os juros são muito baixos e as pessoas precisam investir nas ações das companhias para terem boa rentabilidade", declara.

Gina Mardones/08-12-2016
Gina Mardones/08-12-2016 - Cesar Paiva: investidores seguem à risca conselho do gerente
Cesar Paiva: investidores seguem à risca conselho do gerente


Bona conta que a definição dos entrevistados se deu a partir dos 53 mil cadastrados do blog. "Ao longo do tempo, aproximadamente 7.200 dessas pessoas que se relacionam com a gente informaram em qual faixa de investimentos se encontram. Entre elas, 168 disseram ter mais de R$ 1 milhão investidos." Segundo o consultor, todas essas pessoas foram convidadas a participar da pesquisa em março deste ano, mas só 31 responderam o questionário.

Ele acredita que a pesquisa revela a realidade. "Penso que a amostragem é representativa diante da pirâmide social brasileira: 2,3% das pessoas que nos revelaram a quantia que tem investida têm mais de R$ 1 milhão." A soma dos investimentos das 31 pessoas chega próximo de R$ 100 milhões.



MULTIPLICAÇÃO
Cesar Paiva, gestor do Fundo de Investimento em Ações (FIA) Real Investor, com sede em Londrina, concorda com a pesquisa quanto à falta de interesse dos investidores pelo mercado financeiro e de capitais. "Mais de 90% dos investidores em geral seguem à risca o que diz o gerente do banco ou a corretora, que estão muito mais interessados em mostrar resultados para o banco e ganhar corretagem", alega.

No caso específico do FIA administrado por ele, os clientes teriam um nível maior de conhecimento dos mercados financeiro e de capitais. Mas acompanhar a evolução dos investimentos no dia a dia não é tarefa fácil. "Tenho um cliente produtor rural que cuidava ele mesmo dos investimentos, mas essa atividade requer tempo e dedicação. Chegou num momento que ele entendeu que seria melhor delegar essa tarefa para mim", afirma.

Paiva também concorda com a pesquisa quando ela aponta que as pessoas enriquecem trabalhando. Mas afirma que é possível multiplicar o patrimônio com boas opções de investimento. "Quando começamos o fundo em 2008, uma pessoa que havia vendido um apartamento de R$ 500 mil resolveu apostar no nosso trabalho. Comprou 500 mil cotas. Hoje, as cotas valem R$ 2,7 milhões. Ela tornou-se milionária."



CARTEIRA
O economista chefe da Guide Investimento, Ignácio Crespo Rey, é cauteloso ao comentar a pesquisa por desconhecer a metodologia. "Não sei dizer se ela é representativa. De forma geral, quando uma pessoa vai montar uma carteira de investimento é comum que ela esteja no meio do caminho, nem muito conservadora, nem muito agressiva", afirma. "Ela vai deixar deixar uma parte em algum investimento com mais liquidez para o caso de precisar do dinheiro de uma hora para outra", complementa.

De acordo com ele, de forma geral, o resultado da pesquisa "bate" com o perfil "moderado" traçado pela Guide. "Traçamos cinco perfis de investidores. No moderado, o cliente investe 50% em renda fixa, 35% em fundos multimercados, 7,5% em renda variável e 7,5% em fundos imobiliários", conta.

Em relação ao nível de interesse pelo mercado, Rey diz ter desde cliente que prefere não aprender nada até aquele que acompanha os investimentos todos os dias. Mas, de acordo com ele, o novo cenário econômico exige dos investidores que conheçam melhor as aplicações existentes. "Tudo indica que o País terá juros baixos por um período longo. Neste cenário, fica difícil a pessoa obter boa rentabilidade com risco baixo", afirma. De acordo com ele, será preciso entender os vários produtos existentes no mercado para fazer a melhor escolha.
Nelson Bortolin
Reportagem Local
PUBLICIDADE
CONTINUE LENDO

Seara pede recuperação judicial de R$ 2,1 bilhões e demite 120 funcionários

Empresa do setor de agronegócio com sede em Sertanópolis (Região Metropolitana de Londrina) e unidades espalhadas pelo Paraná, Santa Catarina, São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul tem dívida de R$ 2,6 bilhões, sendo R$ 1,7 bilhão junto a bancos

Comércio registra retração de postos de trabalho

Em Londrina, setor fechou 239 vagas formais de emprego em março, de acordo com Caged

CONSULTORIA EMPRESARIAL

Como conduzir uma reestruturação na sua empresa

Mercado financeiro

Cautela com exterior e com quadro político faz dólar subir 0,29%

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Assine a Folha de Londrina
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados
HOSPEDADO POR
Hospedado por Mandic