VOLTAR PARA HOME
Continue tendo acesso ao conteúdo da Folha
   ou   
Cadastre-se pelo Facebook
para ter acesso ao melhor conteúdo do Paraná
VOLTAR PARA HOME
Olá
Assine já para continuar a ler a Folha de Londrina.
Para identificá-lo como assinante, precisamos do seu email e CPF.
VOLTAR PARA HOME
Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante Já sou assinante
Opinião
19/06/2015

O preço da segurança

QR Code
Enviar por Email
Compartilhar
Twettar
Linkedin
Fonte
Comunicar erro
Ler depois

É muito caro combater a violência. Uma pesquisa feita pelo instituto australiano For Economics and Peace (IEP) mostrou que no ano passado o impacto da violência na economia global atingiu US$ 14,3 trilhões. Esse valor corresponde a 13,4% do Produto Interno Bruto (PIB) global. É mais que o PIB da China, calculado em US$ 11,2 trilhões. O estudo analisou 162 países que correspondem a 99,6% da população do planeta.
PUBLICIDADE

O IEP realiza esse estudo desde 2008. Segundo o levantamento, os custos do Brasil com a violência somaram US$ 255 bilhões em 2014, o equivalente a 8% do PIB do País - para a área da educação, o País repasse 6,6% do PIB.
Em comparação com os outros 161 países, o Brasil ocupa a quinta posição no ranking dos que mais gastam com a violência, atrás de Estados Unidos, China, Rússia e Índia. No entanto, quando a comparação é feita a partir da relação com o PIB, o Brasil cai para a 47ª posição, com a liderança ocupada pela Síria, onde as despesas alcançam 42% do PIB. Iraque e Afeganistão estão em segundo e em terceiro lugar, respectivamente, com 31% e 30% do PIB.
O levantamento inclui despesas militares (manutenção do Exército, guerras contra outros países), crimes (homicídios, violência sexual, etc.), conflitos (terrorismo, guerras civis, etc.) e segurança interna (polícia, serviços de segurança privada, etc.). No Brasil, os homicídios representam a maior parcela de custos com violência, com 50% do total, o mesmo patamar do México. Em relação a 2008, as despesas brasileiras com homicídios cresceram 21% no ano passado, apontou o relatório.
Segundo a pesquisa do IEP, o aumento da violência no Brasil tem ligação com a atual estagnação econômica, altos níveis de inflação e descontentamento social. O instituto australiano fez uma análise interessante sobre como os gastos para conter a violência poderiam ser revertidos em outras áreas. Se houvesse uma redução de apenas 10%, seria possível economizar US$ 1,43 trilhão, que representa 10 vezes mais o volume de assistência que os países mais ricos oferecem aos mais pobres.
No Brasil, a economia com a redução desses gastos poderia ser revertida para educação, área de fundamental importância quando se pensa em redução dos índices de violência.
PUBLICIDADE
CONTINUE LENDO

Há 40 Anos - 19 de junho de 1975

O Londrina tinha tudo, mas perdeu do Coxa

Plano Municipal de Educação: pode o subalterno falar?

Nossa melhor resposta nesse momento de retrocesso é pedir mais democracia para garantir o reconhecimento e a voz dos subalternos

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Assine a Folha de Londrina
RSS - Resolução máxima 1024x728 - () - Folha de Londrina - Todos os direitos reservados